Pagª 20 - EDIÇAO NºXXXV , IVº NUMERO DE AGOSTO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Cultura Portuguesa

Por Armando Sousa
Cerca de quarenta e dois anos passaram, num dia do pico do inverno 28/01 1968 chegava ao pais dos grande lagos e sol da meia noite norte, trazia pela mão três filhas, idade de três aos oito anos, a esposa com mais uma nos braços menos de seis meses e ainda com vómitos que agourava família nascida em três países e dois continentes.
ajudado por uma rapariga Portuguesa no aeroporto de Toronto foi vacinada a mais novinha Maria Francis, transbordo para um dois motores a propale, que nos levou a Sudbury... dali viagem em carro para Elliote Lake, uma Vila mineira, onde se explorava o deus do mundo das novas tecnologias.
a língua Francesa nesse tempo era minha espada de defesa.
eu e esposa decidimos que os nossos filhos deveriam principiar sua educação em
Francês, primeiro para que as crianças pudessem crescer com conhecimento nas
duas línguas do Pais Canada, ao mesmo tempo como ao pais que nos abriu a porta,
arrebatando-nos as garras da ditadura Salazarista.
ainda consegui livros Portugueses para educar os filhos, mas os que tinham capacidade para educar exigiam real trato impossível de manter. meus filhos foram aprendendo a falar Português com pais e amigos dos pais...
anos passaram que não ouvia uma musica portuguesa, ou lia um jornal Português. ate que um dia nos fins dos anos 1970 chegava esporadicamente um programa em Português dirigido pelo Sr. Alvarez; era ele ainda empregado de mesa num restaurante na esquina Colleg e Dundas... Toronto... nesse mesmo tempo minhas duas primeiras filhas vieram estudar para Toronto...
então principiei a fazer a viagem cada duas semanas para as visitar e ter certeza que tudo corria conforme nossos desejos. afinal eram das primeiras portuguesas do lugar a deixar o ninho procurando o seu norte....
Principiei a conhecer Toronto... as filhas estudando e trabalhando nos fins de semana me ofereceram uma Maquina de Filmar...com outro V.C.R principiei a fazer um programa com tapes emprestadas... Pedi ao Sr. Alvares autorização de gravar e repetir o que mais coubesse no programa que o Cabo 6 de Elliote Lake me dava tempo para o apresentar. este passou inutilizar as gravações...
consegui tapes através do consulado e o Programa (Sol da Nossa Terra) foi um êxito de educação e entretimento para os Portugueses isolados numa pequena vila ao norte do Ontario.
filhos depois da formação, empregaram-se...casaram-se ficando a viver em Toronto...eu continuei a apresentar o Programa enquanto trabalhava...1993, a mina fechou, eu me reformei um pouco mais cedo e vim viver em Toronto...
principiei a escrever para o semanário Sol Português...o fiz cerca de três
anos... mas afinal as atitudes dos directores, mais interessados nos lucros que
na veracidade do que se podia escrever, fez-me abandonar o Jornal...uma pequena
passagem pelo (Voice ) passei a escrever no Jornal (Nove Ilhas) o mais
verdadeiro de todos, para esse jornal principiei a escrever contos e crónicas...
fazia a cobertura das festas dos clubes no fim de semana... mas a verdade
fere...escrevi para este Jornal 8 anos...vi muito da nossa Cultura, escrevi
sobre nossa cultura...vi e senti o interesse de muitos Portugueses ter um titulo
num clube...a ignorância e o poder
quase sempre os mais atrasados ou com interesse próprio....muitas vezes para
matar solidão; não ter de pagar para entretimento.
Mas a comunidade precisava de se integrar, para não mais ser conhecidos como Porck Chop... com muita dificuldade ficaram sempre os carolas, e os de interesse próprio...um destes dias fui ver como representavam a Cultura Portuguesa...no Carabram... Cidade de Bramton...fiquei desiludido, comparando o que tinha visto e coberto para o jornal, anos atrás. Em Toronto Caravana; representada pela Casa do Alentejo e no Carassuga... pelo C.C.P.M....estes sim me deixaram saudades; em Brampton os Artistas de origem portuguesa não tinham alguma condição acústica, a apresentação do que foram os Portugueses se tornava em bonecos de cascatas... sem alguém para receber algum visitante de outras origens...vinho do porto cerca de 15 ml de inferior qualidade e um quadradinho de queijo de centímetro e meio como prova, tinha o custos de três dólares....
não me admira de ver as mesas com apenas a gente dos ranchos folclóricos e artistas e família...meias vazias; quando um dos que falo de interesse próprio se pavoneava de fato preto e corvelo, para ser reconhecido como sendo o organizador fazendo a apresentação dos números musicais...enfim a cultura portuguesa... mas que cultura Portuguesa?...apresentar-nos desta maneira ao resto do mundo, é mentir...
acompanhar o progresso do nosso povo, e mostrar através de vídeos seria o ideal para repor a verdade aquém não conhece...
Temos um programa em português na TV que lhe falta pernas e o RTVInternacional também pouco vale, resta-nos a integração na cultura Canadiano
Terra! Sempre a Terra! O nosso planeta TERRA! Tanta vida e espécies que
alberga! Flores, plantas, animais, humanos, todos tão diferentes… Mas,
no entanto, todos tão iguais! E, todos, eles habitam a terra, na terra,
no nosso planeta TERRA!
Em resposta, ela continua a permanecer silenciosamente, pacientemente,
sempre! …
E, nós, nem mal nos apercebemos da sua tamanha riqueza, quer em vida,
quer em grandeza… Alimentos ela nos providencia, casas ela nos concede
gentilmente que em cima do seu manto se constroem, mesmo que isso lhe
possa causar perdas irremediáveis na sua bela e pura constituição…
E, nós, continuamos a esquecermo-nos de agradecer…
No entanto, não nos esquecemos de exigir, exigir, contestar e contestar…
Sem olharmos a meios e medidas intransigentemente, mesmo que contra a
natureza do «manto terra», vá! E o pior de tudo, é que sem pararmos, sem
olhar para trás, pensamos sempre, como razão temos, sempre e sempre!...
VER E SENTIR
Cristina Maia Caetano
(XXXV)
Areia, desertos, terra preta, castanha, vermelha…Toda e sem excepção,
por debaixo dos nossos pés, ela fica, ela permanece, ela vive, …
Silenciosamente, pacientemente, sempre! … Para nos servir, para servir
as flores, as plantas, os animais… E ela continua a permanecer
silenciosamente, pacientemente, sempre! …
Aldeias, vilas, cidades, por cima e em cima dela, crescem e florescem… E
ela, a terra, continua a permanecer silenciosamente, pacientemente,
sempre! …
E nós…Na nossa imensa ingratidão, no nosso tamanho egoísmo…
Esquecemo-nos de agradecer a terra, na terra, da terra, do nosso planeta
TERRA, que tanto por nós fez e continua a fazer e, …
Esquece-se o homem que a terra, também tem sentimentos… Também tem vida…
Também se pode revoltar… E aí, nessa luta de gigantes, concerteza que é
o homem que a perder e a dever fica… Afinal, a dívida que com a terra
tem, com o planeta TERRA tem, terá de ser cobrada… Mais tarde ou mais
cedo… Por certo não tardará… Por certo não se esquecerá de a divida
cobrar…
Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza
que o melhor, é mesmo não se fazerem julgamentos...