Pagª 11 - EDIÇAO NºXXXVIII , II NUMERO  DE SETEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         


Agenda de EventosEmail BlogMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis HomepageAlbum FotosIndice Geral Arquivo




Maria da Fonseca - Poemas Infantis

Visita ao Zoo - (1ª parte)

- Amanhã vamos ao Zoo,
Vamos ver os animais,
Podem brincar no jardim. -
Prometeram os seus Pais.

Com risos e muitas palmas,
Os quatro irmãos festejaram.
Contentes e excitados,
Muito felizes ficaram.

A Joana e o Tiago,
A pesar de mais velhinhos,
Nem sempre conseguem ser
O modelo dos maninhos.

O David muito esperto
Faz parceria co' a Rita.
Todos comeram a sopa,
Só a pensar na visita.

E lindo o Jardim Zoológico,
Com espécies variadas.
Vindas de todo o planeta,
Sempre muito bem tratadas.

E foi vê-los, no outro dia,
Regressarem do jardim.
A pesar do seu cansaço,
Inda falavam assim:

- Gostei muito das girafas,
Graciosas, as vedetas.
- Têm o pelo amarelo,
Cheiinho de manchas pretas!

- E o pescoço tão comprido!
Podem comer facilmente,
As folhas tenras das árvores, -
Disse a Mãe que está presente.

- Têm de ir para a caminha,
Amanhã é dia de aulas. -
E a conversa não parou.
- Mas, e os macacos nas jaulas?

- Não, esses são os gorilas -
Explica lesta a Joana.
- Eles podem ser perigosos,
Mas também comem banana.

- Na aldeia, os macaquinhos,
É que passam bem o dia,
Brincalhões e curiosos,
Todos guincham de alegria.

- Para mim são os mais giros -
Dizia a Rita encantada.
- Saltando de casa em casa,
Não acertam na morada.

As crianças todas riram,
E a Mãe, apertando os lábios,
- Vamos lá mas é deitar,
Amanhã falam os sábios!

Esta alusão aos mais velhos,
Fez calar a pequenada.
- Não esquecer o Pai Nosso,
E, uma noite descansada...

Lisboa, 23.10.2001


Visita ao Zoo (2ª parte)

São cinco horas da tarde,
Estão todos a lanchar,
E a criançada contente,
Nos bichos volta a falar.

- E o pinguim de casaca,
Como diz a nossa Mãe.
- Os noivos para casar,
Vestiam assim também!

- Eu tive pena dos ursos,
Com todo aquele calor!
O seu lindo e farto pêlo
Dá-lhes um ar sofredor!

- Como estão impacientes!
Sentam-se no chão molhado,
Depois logo se levantam,
E balançam-se de lado.

- Lembram-se das tartarugas ?-
Pergunta a Rita animada.
- Estão dentro duma concha,
Muito forte e abaulada.

- Com a cabeça de fora
E as quatro patas também,
Fazem bonito na água,
Porque nadam muito bem .-

As crianças continuam,
Sempre muito interessadas.
- Viram bem o elefante,
Com suas pernas pesadas !-

Comenta o David atento.
- E para tocar o sino,
Aceitou na sua tromba,
A moeda do menino.

- Também a zebra é curiosa
Com o seu pêlo listrado -
Diz a Mãe que, com carinho,
Os serve de mais gelado.

- E qual é o rei da selva?
- É o leão - gritam em coro.
Tem uma juba tão grande,
E porta-se com decoro.

Mas, a merenda acabou.
Os mais velhos vão estudar,
Enquanto os mais pequeninos
Se entretêm a brincar.



Lisboa, 3.11.2001


Visita ao Zoo (3 ª Parte)

- Vou ter educação física -
Diz o Tiago animado.
Dá um beijo aos seus Pais,
E sai de casa apressado.

A Joana vai co'a Mãe,
Que leva o David e a Rita.
Vão de carro até à escola,
Tagarelas à compita!

Buliçosa e traquinas,
A Rita é a que mais fala,
E ainda que lhe peçam,
A menina não se cala.

- Quero pedir à Inês,
Que me empreste os lápis dela.
Vou pintar o papagaio
A espreitar pela janela.

- Onde deixaste os teus lápis ?-
Pergunta a Mãe espantada.
- Perdi-os, vou comprar outros
Com a minha semanada.

- Oh! minha rica menina,
Que cabecinha de vento!
Veja lá se perde a língua,
Quando é que ganha tento? -

- Ela não sabe dos lápis?!
Pu-los em cima da mesa -
Confessa o David alegre,
Resoluto na certeza.

- Eu ontem fiz um desenho,
Inspirado no Jardim.
Tenho um lindo carrossel,
Todo pintado por mim.

A conversa acha graça,
A Mãe, que vai a guiar.
- Ainda a visita ao Zoo,
As crianças, a encantar!

- Estamos quase a chegar,
Bom estudo, juizinho,
Até logo mais à tarde.
Venho buscar-vos cedinho.

Lisboa, 10.11.2001

 

 


JORNADA CREPUSCULAR

OS DEPUTADOS E AS PALMAS

Por Mário Matta e Silva

Da minha jornada crepuscular matinal vou passear os cães, seguidamente sigo a degustar um pequeno almoço e leio as parangonas dos jornais que mais me chamam à atenção.

Preparo as aulas ou escrevo as crónicas quinzenais e vou deambulando pelas poesias e pelas tertúlias. Trabalho e ócio deram-se sempre bem quando se equilibram até às frias tardes, sobre as quais caem crepúsculos acobreados e cheios de promessas para a noite e para o dia seguinte.

Aquela certeza de nos mantermos vivos, activos e saudáveis, envolta em esperanças de dias melhores... Porém, por vezes, espicaça-me a curiosidade uma distracção visual, psiquicamente pouco aconselhável, que me faz arrepios, quando não mesmo náuseas. E para isso, basta-me olhar para o rectângulo da televisão em hora de noticias e esperar que liguem aos repórteres em serviço na Assembleia da República.

Nesse espectáculo degradante (numa democracia que se quer respeitável e respeitada) eu pasmo do nível das intervenções e muito mais do ar teatral (de revista à portuguesa, talvez…) com que os «acólitos» , os «seguidores», os «clientes» a que chamamos deputados (parlamentares, num mais sério ponto de vista) batem freneticamente as palmas.

No meio de muitos distraídos que por lá andam de jornal aberto ou telemóvel em riste, outros, bem se percebe, foram nomeados nas suas listas para darem coro feito de palmas estridentes, que fazem ecoar com pálido azedume pelo hemiciclo, raso de vergonha nas suas estátuas e suas colunas.

Por cada gracejo de dois minutos… vinte minutos de palmas. (Não sei bem se é esta a proporcionalidade combinada entre eles!) É também com todo o descaro que se repetem gestos vândalos de apupos vindos de bancadas opostas e de risadas sonoras que qualquer boneco mais hilariante de Bordalo Pinheiro poderia provocar.

É um espectáculo entusiasta quando há uma entusiástica assistência, cabriolando nos seus assentos, batendo palmas por tudo e por nada, misturando certamente tribuno com palhaço, deputado com artista de variedades… por vezes, num tumultuar de picardias, impróprio para tão condignos e ilustres momentos.

Quem os leva a sério? Poucos… a não ser eles próprios, que num torvelinho (ora agora batemos nós as palmas, ora agora batem eles) que mais parece um jogo de “pinóquios� (atenção, é Carnaval!!!) vão apoiando as mentirinhas uns dos outros, por vezes, entusiasticamente, porque coniventemente.

Aquela plateia é assim a mais sonora de todas (mesmo incluindo o Coliseu) e a mais obstinada no que tem de insensata e de seguidista, neste obstinado coro de palmas que se ergue por qualquer dito, ou resposta, mesmo que de muito baixo calibre intelectual, como a maior parte das vezes acontece.

E como moralizar este «pátio dos discursos» se nem a própria imponência de São Bento o consegue? Quando se «pregava» de forma barroca tinha a sua engenhosa perfeição… ou, já nesta república, com um Amaro da Costa ou uma Natália Correia… mas prosar de forma oca e deselegante, como agora acontece, nada tem de mero interesse.

Falácias leva-as o vento mas as palmas que jorram irónicas a corroborarem tanto desatino, ficam a ecoar no hemiciclo, de forma afrontada. E quantas palmas ultimamente se têm dado à crise, à recessão, ao diz que diz que isto vai melhorar, às propostas e contra propostas ziguezagueando pela sala, de bancada para bancada, estremecidas na ruína de tanto desempregado!

Palmas à direita, palmas ao centro, palmas à esquerda…palmas, palmas, palmas (das quais certamente muito gostaria o personagem Elói, de Camilo Castelo Branco)é do que estamos a precisar meus senhores, tantas e tão a despropósito que até os crepúsculos se enfastiam ao cair das tardes parlamentares.

 

Comentários ao Jornal e Colaboradores

De: Liliana Josué
Comentário ao Jornal Raiz online.
Parabéns aos dois principais elementos deste jornal (Arlete e Daniel). Este trabalho é do maior interesse público. Nota-se nele muito empenho e esforço, resultando dessa foça e coragem um «parto» muito bem conseguido.
Um abraço
Liliana

De: Belma
Joao Furtado
oi pai obrigada pa tudo. I love you

De: Liliana Josué
Ele é que tem a chave...!
Acho que este jornal virtual, de um modo geral, tem um bom nível e dou os meus parabéns aos seus organizadores e fundadores. Lamento, por isso mesmo, ver aqui expostos, trabalhos de tão má qualidade como este.
Com os meus cumprimentos.

Cinquenta autores do RAIZONLINE em escrutínio pelos leitores
Arlete,
acabo de acessar a internet e em meu e-mail havia um comentário de um amigo, falando sobre o spam o ocorrido na votação promovida pelo site.
Não sei informar a que isto é devido, mas lamento que tenha ocorrido... E justamente comigo.
Ultimamente têm acontecido alguns fatos desagradáveis por parte da Telecom e só posso imaginar que, em algum momento, tenha gerado esse procedimento de uma forma automática.
Embora isso seja alheio à minha vontade, quero expressar meu pesar pelo acontecimento e dizer-lhe que estou absolutamente alheia a ele.
Paz em Deus,
Patricia Neme

Contos
Victoria Magna
Fada, eu gosto de ler os teus contos, embora esteja, atualmente, com pouco tempo disponível. És uma boa escritora e sabe como ninguém, os problemas cruciais enfrentados pelo nosso planeta Terra.
Abraços e muitas felicidades!

De: Sandra Fayad
Na Edição nº XXXI conheci um pouco da poesia de José Manuel Veríssimo. Adorei! principalmente «Razões».
Parabéns ao autor.

DE: ACAS
Anha, Arte tamanha
Não me estranha
Os seus enleios
Viva sua vida
Poeta querida
De amores cheios

De: Deth Haak
Bênçãos Mana! Esse lugar de tão mágico, vive a aguçar a imaginação. Parabéns pela divulgação de sitio tão precioso.
Deth Haak «A Poetisa dos Ventos»

De:Sandra Fayad
Ao Daniel e demais Membros da Direção,
Parabéns pelo sucesso crescente desse empreendimento. Agora é o Domínio, amanhã será a certeza de que valeu a pena tanto trabalho. São os frutos bons. Daniel, enquanto em Portugal as férias levam-no a meditar sobre política econômica, aqui em Brasília olhamos para o céu e meditamos sobre a seca que nos persegue há mais de dois meses. Sonhamos com o momento de tirar férias da secura que nos racha a pele, espalha virose, mata plantas e animais indefesos. São os frutos podres.
Um grande abraço

De: Sandra Fayad
Querida Arlete Piedade
Li tua crônica sobre o Dia da Fotografia e indicação do Site Olhares.com, que eu não conhecia. Parabéns pelo relato e informações. Pois bem, no dia seguinte - 20 de agosto - minha cidade natal - Catalão - completará 150 anos. É uma linda festa. Fiz-lhe uma poesia que vou enviar por e-mail. Beijos

De: Ilona Bastos

Acabei de ler, com alguma emoção e muito prazer, alguns textos de Arlete Piedade e de Tom Coelho. Excelentes! Não quis deixar de vos dar conta do meu entusiasmo. Os meus parabéns aos Autores e ao Raizonline.
Abraços, Ilona Bastos

De: Sandra Fayad
Querido Editor Daniel, Mais uma vez, me pergunto: O que escrever sobre isto? «A Sandra Fayad, aquilo que se pode definir como sendo uma amor de senhora, que inspira simpatia e empatia logo ao primeiro parágrafo...»
Se eu sou vista assim, só há uma coisa a fazer: trabalhar com mais dedicação para continuar merecendo a confiança e carinho com que me brindas, com tanta generosidade.
Muito Obrigada

De: Sandra Fayad
Sá Freitas, quase solucei também com o seu Rancho Antigo. Na verdade fiquei engasgada. Parabéns pelo lindo soneto. Um abraço

De: Sandra Fayad
Arlete,...e assim se fez a independência do Brasil. Prefeita interpretação dos fatos. Parabéns! Esse é o País lindo pra quem escrevi:
«COMO UM BELO ALAZAO»
Quero ver-te, meu Brasil, não como um camundongo no sótão sujo ou no laboratório experimental de outros povos.
Quero ver-te caminhando, passo a passo, não como uma tartaruga que arrasta o casco, sobrecarregado com os detritos da corrupção.
Quero ver-te como um caranguejo, andando de ré, não em direção ao tacho de água fervente, mas com as costas voltadas para um passado de retrocessos e vergonha.
Ainda haverás de erguer-te e sair pelo Planeta como um belo alazão elegante e imponente, a cavalgar sob os olhares admirados e respeitosos dos povos e a aclamação de sua gente, orgulhosa da lisura dos seus governantes».
Um grande abraço

De:Lurdes
Antônio Carlos Affonso dos Santos - ACAS
Olá! Eu sou a Lurdes, sou portuguesa, e sou morena de olhos negros tal como a protagonista do teu poema, revejo-me nele, tb tenho um jardim que gostaria que estivesse um pouco mais cuidado, tb tenho um pomar mas apenas de laranjeiras... olha está LINDO... continua
Até breve,
Lurdes Louro

De: Antonio Carlos Affonso dos Santos
Lurdes,
Muito grato por ter gostado de meu despretensioso texto.
ACAS