Pagª 26 - EDIÇAO NºXXXVIII , II NUMERO  DE SETEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

 

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Desfile cívico marcou os 150 anos de Catalão - 22/08/1859 / 2009 

Desfile Cívico e Bolo de Aniversário com 150 metros marcaram as festividades desta quarta-feira (20), em comemoração aos 150 anos de Catalão.

O aniversário de emancipação política de Catalão começou cedo, às 7h da manhã, um bolo de 150 metros, confeccionado pelas várias panificadoras do município foi oferecido para a comunidade. Após o corte do bolo foi realizado o tradicional desfile cívico na Avenida Vinte de Agosto. Escolas e várias instituições entraram em cena e fez um espetáculo a parte. De acordo com a organização do desfile, cerca 2.500 pessoas participaram das apresentações que foram dividas em 20 carros alegóricos e 80 pelotões.

Escolas municipais, estaduais e particulares de Catalão contaram na avenida a história desde os índios Cariris e Panarás que conforme os estudos foram os primeiros habitantes dessa terra, até os dias atuais.
O desfile ressaltou a Chegada dos Bandeirantes em 1722, com alunos vestidos de cavaleiros, bandeirantes, índios e escravos. Na seqüência no ano de 1859, Catalão é elevada á categoria de cidade, para representar esse momento alunos do Colégio Estadual Anice Cecílio Pedreiro apresentou a Banda Marcial e uma coreografia com leques.
Um carro alegórico com alunos do Colégio Estadual Dr. David Persicano apresentou a chegada da Estrada de Ferro em 1912, com vários emigrantes pela Locomotiva Maria Fumaça.

Outro destaque do desfile foi o ano de 1942 quando aconteceu a inauguração da nova capital do Estado, Goiânia, alunos da Escola Alan Kardec representaram os Intendentes Catalanos.
A construção da BR-050, em 1960, a chegada das mineradoras em 1972, e também a chegada de vários órgãos de saúde em 1973 foram lembrados durante o desfile. A Escola Municipal João Sebba, apresentou um carro alegórico com um grande coração, registrado a frase “Catalão eu te amo�.
A educação inclusiva fez presente, cerca de 60 alunos do Colégio Estadual Joaquim de Araujo, cantaram parabéns, na língua de sinais. A ASPEDEC reforçou a necessidade da inclusão com dignidade.

A Irmandade Nossa Senhora do Rosário, Ascau Capoeira, os Patrulheiros do Bem apresentaram a diversidade de culturas em Catalão. Empreendimentos como COACAL, Sefac, Camargo Corrêa, Mitsubishi, John Deere mostrar o seu desenvolvimento na cidade. Instituições profissionalizantes como SESI, SENAI e SENAC também estiveram na avenida.

Na fase final do desfile um carro alegórico representou a Cidadedas Flores, logo após a Banda da Polícia Militar de Pires do Rio, o 18º BPM, a 23ª Cia de Engenharia de Combate da Polícia Militar de Ipameri, esteve na avenida, a Polícia Rodoviária e o Corpo de Bombeiros apresentaram várias viaturas.
Para celebrar o aniversário do município, a prefeitura promoveu e promove diversas atividades culturais e de entretenimento à população catalana. Acontece apresentações musicais, de teatro, dança, exposições de artes e shows com artistas renomados, entre outra atrações.

Fonte: Portal Catalão - Catalão Notícias


Olá! És linda! - Sandra Fayad

Olá! És linda!
- Uai... é a cara do meu povo, né gente?
Tens nome forte, cara de brava, jeito de mandona...
- É só cara, viu?
Tens histórias de conquistas, invasões, brasões...
- É mesmo. Tenho tradição, sou valente.
Teu nome tem passado forte, lutas, interrogações.
- Pode contar, se isso te deixa contente.
Nasceste no Século VII ...
- Epa! Quê qué isso? Nasci há cento e cinqüenta anos!
Tô falando do teu nome, sô!
- Ah, bão ... Aí pode sê.
Eras Língua ou Dialeto?
- Língua romântica falada pelos trovadores provençais da Catalunha. Ré!
Que chique! Mas, afinal onde nasceste? França? Espanha? Portugal?
- Advinha, uai. Agora vou te matar na unha.
Pensas que sou bobo... Eu sei que és «mei francês mei espanhol, tá»?
- Intão purquê qui ôce fica me perguntano?
Para vê se beliscas o anzol... Ô peixe arisco, sô!
- Ah, besteira!!! Mas acabei virando nome de cidade brasileira por causa do Bartolomeu Bueno da Silva: pai, filho... e espírito de aventura.
No início eras a Língua que estava no caminho. Enquanto era só da boca pra fora, foste muito importante, aí cassaram teu mandato, séculos depois te ergueram novamente ao trono e, até neste instante, continuas sendo muito falada na Europa.
- Mais de dez milhões de vozes me falam com orgulho e romantismo.
Exibida! Parece que trouxeste para o Brasil valentia, persistência, vitalidade. Tiveste muitos filhos de tudo quanto é idade. Sentes orgulhos deles?
- São filhos corajosos, inteligentes, bem criados, saudáveis e bem nutridos. Têm bons sentimentos, valores fortes e sólidos. Sim, sinto muito orgulho da minha gente. São bons demais da conta.
O que fazem seus filhos?
- Ah, são profissionais da saúde e ensino, políticos, estudantes, intelectuais, artistas, prestadores de serviços, comerciantes, religiosos, servidores públicos, empresários, agricultores, pecuaristas e muito mais... Nossinhora!
Não falo que és exibida? Vai vê que muitos já se desgarraram?
- Já. Vários deles foram ser acariciados por outros colos neste e em outros continentes. Há também os que estão sendo acariciados por estrelas muito distantes.. Mas nenhum deles nunca me esqueceu. O dia do meu aniversário é sagrado. Todos se lembram. Se não podem vir, mandam um sinal, um agrado, beijos, abraços, mensagens de carinho onde quer que estejam. Verdade verdadeira!
Ah, não chora!
- É que sinto saudades ... Amo tanto os meus.
Vem cá! Me dá um abraço bem apertado.
- Hummmmmm .... Ai, Meu Deus! Que emoção!!!
Parabéns pelos seus cento e cinqüenta aninhos!
Feliz Aniversário, Catalão!

Nota da Autora: a linguagem coloquial usada é apenas uma referência carinhosa à maneira de se expressar do povo catalano.
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/

 

 

 



Rio São Marcos

Sandra Fayad

 

 



Rio São Marcos, te lembro bem
Quando ainda embrião
Me preparava para ter cor:
Eras caudaloso,
barrento,
rei da abundância.

De canoa naveguei-te
sem temor
Em tempos de santa ignorância.
Terra líquida do bagre audacioso,
Púrpura na época das águas,
Cristalino em tempos de seca.
Teus braços dissipam mágoas
Acolhem almas.

Travesseiro perfumado
Do barqueiro preguiçoso.
Gibi que conta minha história
Berço peçonhento
de feras rasteiras
Desastre indelével na memória
Prematuro abalo de minhas raízes.

Festiva chegada da ponte:
Tornou os ribeirinhos mais felizes.
Tua postura forte, folclórica, rica
Adoçou meus primeiros passos
E alimentou-me
com cambica.

 

Poemas de Manuela Pittet

O MEU AMOR

Eu amo a morte
Porque ela não morre em mim (…)
O meu pensamento não morre
Porque eu mato a morte
Com meus punhais de vida!…
Viver a morte com vida
Morrer a vida sem morte (…)
E pronunciar as palavras
Que nenhum ser humano aprendeu
(Estas que meus olhos falam
mas que teimosamente não querem ouvir…)
enfim…
esfregar meu corpo na areia da Terra prometida
fazer amor com o sol e as estrelas
e ser o feixe de luz
que desmente a morte e a vida
que é com seu calor e brilho
A EXISTÊNCIA
O IDEAL
O SONHO…
E ser assim, o Amor
E os esposos da felicidade
CASADOS PELO VENTO QUE AQUI NÃO SOPRA!…

(in: «Cartas da minha Alma»)

EIS-ME…

… Eis que se confirmam
As certezas da imaginação racionalista
E as incertezas do imprevisto onírico…
Como pedras rolantes
De um planeta sem vida
Onde se inventam pássaros
E se dança a monotonia
Da racionalidade inexistência (…),
Eis que chega
O viajante « intemporal » !…
Eis que felicito
A ignorância do sábio
E o orgulho do ignorante…
Eis-me que cheguei
Perante o incognoscível
Da inteligência metafísica
E o ocultismo
Da sabedoria dogmática
Enlatada de misticismo...
EIS-ME QUE VOS CHEGO
NA TARDE LONGA
DA MINHA PARTIDA !…

 

Poemas de Sá de Freitas

TRABALHOS EXCESSIVOS

A vida nos sorri, não percebemos
Que nesse seu sorrir, risos nos pede,
Pois Deus belezas tantas nos concede,
Mas com trabalhos tantos, nada vemos.

E nessa correria que empreendemos,
O nosso tenso coração não cede
Lugar algum à alegria... E adrede,
Chama bem mais tensões do que já temos.

E a juventude passa e com esforço
O trabalho fizemos e no entanto,
A gente desgastou-se ainda moço.

Vem a velhice enfim! Não temos crises
Financeiras, porque lutamos tanto,
Mas deixamos de ser bem mais felizes...

QUANDO EU ME FOR

Quando eu me for para o azul do Espaço,
Num cantinho qualquer desse Universo,
Quero de lá fazer somente um verso,
Mais bonito que todos, que aqui faço.

Mostrarei sem reservas, passo a passo,
Que lá junto da paz tudo é o inverso,
Deste mundo caótico e perverso,
Onde há dores, tristezas e cansaço.

Não quero recordar lá, desenganos,
Causados por alguns seres humanos,
Aos quais, um dia, as mãos eu estendi.

Nem me lembrar desejo... as amarguras,
Nem quero ouvir falar nas desventuras,
Que por amar demais aqui, sofri.