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Poesia de Ilona Bastos

 

 

 

 

 

 

E Vós, O Que Pensais Sobre Isto?  - MAR – V - BAILADOS DE GAIVOTAS

 

 

E Vós, O Que Pensais Sobre Isto?

 

Caminhando pela rua,
Há momentos em que me apetece parar,
Quedar, estática, na beira do passeio,
Simplesmente sentir a brisa no rosto,
Escutar o som dos automóveis velozes,
E dos aviões que se atravessam na paisagem,
Aspirar o odor das flores primaveris
Que se desprende dos jardins vizinhos.
Nestes momentos, apetece-me parar...

E vós, o que pensais sobre isto?

Vivendo a vida,
Há alturas em que me apetece meditar,
Cessar toda a acção rotineira,
Afundar-me num oásis de calma,
Em livros profundos, escritos por sábios,
Procurar a resolução deste mistério que é a vida,
Reflectir sobre o sentido da existência,
Formar ideias simples mas fundamentais,
Sentir o mundo como parte de mim..
Nessas alturas apetece-me meditar...

E vós, o que pensais sobre isto?

 

MAR – V

 

Estou e não estou
Na praia,
Enquanto não conversar
Com o mar.

Se o contemplo de longe,
Se lhe aceno sorridente,
Mas não me entrego, sozinha,
Não estou ainda na praia.

Se desço a longa escadaria,
Se saltito sobre a areia quente,
Mas não me entrego, sozinha,
Não estou ainda na praia.

Se molho os pés conversando,
Se olho os banhistas divertida,
Mas não me entrego, sozinha,
Não estou ainda na praia.

A conversa com o mar
E assunto meu.
Requer silêncio e sensibilidade,
Pois falo com os poros
Todos do meu corpo,
Escuto com todos os milímetros
Da minha pele,
Dou-me da ponta dos pés
Ao extremo dos cabelos,
Mergulho uma e outra
E outra vez, com suavidade,
Longe dos risos e dos gritos,
Afundada no marulhar das ondas,
No sabor salgado e na brisa,
No brilho e na temperatura
Quase quente, quase fria
Do arrepio.

Assim converso com o mar.

 

BAILADOS DE GAIVOTAS

 

Ao som de La Primavera,
o branco planado das gaivotas
estampado contra o azul do céu!

Um bailado majestoso de voos
singulares, aos pares, em volteados,
aproximando-se, sobrevoando-me,
cruzando-se em diferentes planos,
surgindo em inesperadas alturas
aos círculos, em rodas, elipses,
afastando-se em direcção ao mar!

Com a Viúva Alegre de Lehár
valsam agora sobre o miradouro
com suavidade magistral!

Alongam-se elegantes pela praia,
partem em alegres incursões
no areal ou entre os edifícios,
elevam-se, dispersam-se aventureiras,
alcançam os veleiros ao largo
chamando, quase cantarolando,
retornam, em grupo, aos rochedos!

Bailam as gaivotas sobre as arribas,
grandiosas, inspiradas, cheias de vida,
bailam as gaivotas, embriagadas de azul!


 

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