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de Michael Ginobili Autocinetrip
Direito de Amar
O título nacional é bem genérico, mas a verdade é que em Direito de Amar o estilista Tom Ford faz sua estréia na direção de cinema e mostra toda sua criatividade visual. Por ser uma história altamente psicológica, há imagens marcantes para ilustrar o que se passa na mente do protagonista.
Quando
é necessário mostrar o que se passa fora do personagem, recorre-se a
direção de fotografia. Nas passagens mais solitárias, a paleta é
cinzenta. No entanto, quando há algum contato social, o filme ganha
cores quentes e belas. O som não fica para trás, no entanto. A missão da
massa sonora é mostrar o vilão de quem está passando pelo processo de
perda da pessoa amada: o tempo que não passa no tique-taque do relógio.
Mostrando toda a complexidade da solidão e da depressão, além de uma
personalidade metódica, Colin Firth entrega seu melhor trabalho de
atuação. Ele apresenta um homem amargurado muito autêntico, no meio de
todas as pirações visuais de Tom Ford, balanceando a seriedade do
enredo.
Tem-se um ator mostrando um recluso em luto, um diretor de apelo visual
em uma história sobre solidão. Somando tudo, o ritmo só pode ser
arrastado. Para quem estiver disposto, há várias recompensas em assistir
Direito de Amar.
Entre Irmãos
Jim Sheridan é um dos diretores que melhor sabe imprimir na tela de
cinema histórias com alto teor de emoção. Quem é fã de Terra dos Sonhos
e Meu Pé Esquerdo logo espera a próxima oportunidade de debulhar-se em
lágrimas com sua obra.
No filme Entre Irmãos, Jim refaz a produção nórdica da diretor Susanne
Bier. O roteiro traz elementos semelhantes ao de Coisas que Perdemos
pelo Caminho, a emocionante empreitada de Bier em Hollywood, que também
fala de uma viúva que encontra apoio em um homem com vários problemas.
Não é preciso muito para esperar que essa nova fita de Sheridan seja
extremamente forte ao coração – ainda mais quando colocamos os talentos
do elenco na equação. Infelizmente o que acontece é o contrário e temos
um filme morno.
Jim Sheridan foge a todo custo de ser didático ou apelativo demais, mas
acaba prejudicando a emotividade que se espera desse roteiro. Pela
sinopse é possível prever quais seriam os momentos mais tocantes de
Entre Irmãos. Pois bem, «seriam». Muitas dessas potenciais cenas
lacrimosas são totalmente cortadas e o espectador até pode economizar
alguns lenços, mas perderá a chance de ver o filme que esperava.
Michael Ginobili - Autocinetrip
lembre-se, se você não pode ir ao cinema, nos o levamos ate você!
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EDIÇAO NºLXII
, IV NUMERO DE MARÇO DE 2010 -
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