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O Príncipe de Ofiúco

 

Novela de Arlete Piedade

 

Continuação - Veja desde o início aqui

Capítulo VIII – Noivado

 

No dia seguinte, teve lugar a festa de noivado, perante a assembleia numerosa de amigos e entidades oficiais, convidadas pelo rei Kristian, para celebrar a união de sua filha Sua Alteza Falita de Wrontam, com O Príncipe Youssef Fireman da Terra.

Durante o jantar e o magnífico baile que se seguiu, Youssef e Falita estiveram sempre juntos, dando provas de enorme carinho e ternura mesclada com uma irresistível atracção.

Nessa noite, depois da festa, Youssef e Falita, ficaram juntos algumas horas no quarto da jovem, festejando o seu amor e o seu compromisso, com juras de amor eternas e muito carinho e mútuas carícias.

No entanto, no auge da emoção, Youssef estupefacto viu surgir perante o seu olhar atónito, pequenas protuberâncias na testa branca e delicada de Falita e nas suas costas, magníficas asas sedosas e coloridas, se desdobraram lentamente, envolvendo-o delicadamente.

Recordou-se então da história da maldição e sem saber que pensar, perante a intensidade dos sentimentos que o avassalavam, compreendeu que a mesma não tinha sido ainda vencida.

Sentindo-se confuso e humilhado, Youssef retirou-se para a sua nave, tendo antes passado pela biblioteca para recolher o livro sobre a história dos Homens-insectos que tinha visto no dia anterior quando se encontrara com Falita, naquele local.

Enviou mensagens para Sua Majestade dizendo que uma anomalia na Nuvem Gelada, tinha provocado um alarme no sistema de detecção da sua nave, e que tinha que sair em reconhecimento imediato e partiu para o espaço profundo e negro.

Quando Imelda se encontrava já em velocidade estabilizada e rota definida, reclinado no seu nicho de descanso, Youssef abriu o livro Arquivos Gerais das Batalhas contra Impérios Estranhos, e absorveu-se na sua leitura, decifrando sem grande dificuldade, os caracteres desconhecidos.

Algumas horas mais tarde e depois de efectuar alguns cálculos no Mapa Geral das Galáxias Circundantes usando o computador de bordo, Youssef localizou o planeta de origem dos Homens - Insectos.

Ele tinha várias questões a ajustar com aquele povo, queria saber o destino da sua amada Imelda, desejava descobrir se eram os mesmos que o tinham raptado da sua pátria e mantido prisioneiro, e em especial agora, queria saber o verdadeiro sentido da maldição, para libertar a linda Falita, sua noivinha que ele trazia no seu coração, daquelas coisas anormais que tinham crescido no seu corpo.

Certo é que aquelas antenazinhas esverdeadas e luminosas, lhe davam um ar muito engraçado, e o toque das suas asas sedosas, lhe tinha provocado um frémito de irresistível prazer e emoção, mas sabia que ela sofria e queria ser uma mulher de verdade, e só um amor verdadeiro de um homem humano a podia libertar.

E então enquanto marcava no computador, a rota que o levaria ao planeta SA1525, reflectia: - Mas se eu amo tanto aquela princesinha que falhou? Será que não sou humano? Será que o meu amor não é verdadeiro? Será que ela não me ama tanto como eu a ela?

As respostas, Youssef estava crente que as encontraria naquele planeta que se apresentava no visor, cada vez mais perto, com uma esbatida cor esverdeada, como se estivesse coberto de névoas leitosas.

 

Continua no próximo número

 

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