site stats

Radio Raizonline   Banco de Poesia    Email    Portal   Motor de Busca  Newsletter   Livro de Visitas   Anuncios     Homepage    Feed

poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 
Desde 7 de Março de 2011
Free counters!





Poesia de Conceição Tomé

 

Raízes; Planeta Feroz; Ai de mim

 

Raízes

 

Não fosse uma alta barreira
Mesmo à beirinha da estrada
Que me impede de subir
Ao mais alto do lugar,
Como Milhafre eu pairaria
Para perscrutar o passado
E então de novo veria:
Os campos de milho verde,
Os vinhedos bem alinhados
Com os seus cachos dourados,
Os lameiros de erva luzidia
Como se estivessem iluminados.
As árvores onde eu subia
Quando nelas descobria
Alguns disfarçados ninhos,
Só para ver os passarinhos.
O regato escabroso e murmurante,
O canto da Poupa, da Cotovia
E do Rouxinol,
- Esquivos, que eu nunca via.
Os campos matizados de flores
Numa explosão de mil cores,
Que meu olhar avidamente sorvia.
O bailado das copas dos pinheiros
Sempre que o vento passava
E eu em delírio acompanhava,
Rodopiando e gargalhando.
Os meus pés descalços sobre a terra,
Num folguedo mais azougado.
Ah! Como voltaria de bom grado
A esse saudoso passado.

São Tomé
x

 

Planeta Feroz

 

Vivemos num planeta feroz
Que manifesta toda a violência
E a sua vingança contra nós,
Através de cataclismos,
Arremessando-nos terramotos,
Tornados, secas, furacões,
Dilúvios, nevões, maremotos,
Lavas e cinzas de vulcões.
Mas, nada disto é mais atroz
Que a destruidora humanidade,
Na ganância da sua actividade
Com indústrias poluentes,
Lixos tóxicos e o derrubamento
Sem controlo das florestas,
Guerras químicas e nucleares,
Tudo isso para satisfazer
A desmedida ambição
Sem demonstrar compaixão,
Apenas negligência e vaidade,
Ao serviço da maldade.
E para quê?...
Se quando o planeta se enfurece
Reduz-nos a cinzas e destroços!

São Tomé

x

 

Ai de mim

 

Sonhos
Que não sonhei,
Amores
Que não senti,
Ilusões
Que não vivi,
Desejos
Que não desejei.

Ai de mim…
Se de mim não sei,
Ter pena de mim
Não consigo,
Chorar por mim
Nunca chorei,
Mas já de mim,
Muito aos outros dei.

São Tomé

 

COMENTE ESTES POEMAS