site stats

Radio Raizonline   Banco de Poesia    Email    Portal   Motor de Busca  Newsletter   Livro de Visitas   Anuncios     Homepage    Feed

poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 
Desde 7 de Março de 2011
Free counters!




 
Poesia e Nota Biográfica

de José Luís Cordeiro

 

 

 

Sobre José Luís (Nota biográfica); FLORES NO CAMINHO (Poema) ; AGRADECIMENTO (Prosa Poética)

 

Sobre José Luís

 

Nas noites dos tempos ou nas madrugadas sonhadoras, sou eu em mim.
Nos mares que me embalam ou nas aves em que voo, vou eu ao teu encontro.
Na natureza que me enriquece ou na amizade que me constrói, desenho eu os meus dias.
Nas palavras que leio ou em todas as que escrevo, faço eu o meu mundo.
Nos sonhos que partilho e nos beijos que dou, abraço eu os meus instantes.
No sol que me ilumina ou no luar que me inspira, caminho eu a teu lado.
No tempo que me resta ou nos dias vividos, desenho eu a felicidade.
Nas águas em que me banho ou nos montes que os meus olhos alcançam, viajo eu inquieto.
Em tudo... sou eu e não me quero diferente!

 

FLORES NO CAMINHO

 

Suaviza-me a boca com o teu veludo
e depois de termos tempo para voar
recuperemos cada manhã de sol
eternizemos as dádivas do cheiro do teu corpo
e olhemos, de frente, cada melodia
trazida pelas ondas do nosso mar

Afaga-me cada fio de cabelo da nossa memória
e depois de sorrirmos às madrugadas que nos esperam
abracemos cada caudal das nossas emoções
e com a plenitude dos nossos momentos felizes
seremos de novo seiva,
tronco ou puras raízes
e sonharemos o fluir das efémeras ilusões

Beija-me os dedos com toda a tua ternura
veste o nosso caminhar com a roupa casta do teu carinho
e se tocarmos novamente as franjas da loucura
atiremos às ondas o tilintar da nossa amargura
e no fim seguiremos, caminhando,
as flores que se cruzam no nosso caminho.

José Luís Cordeiro

 

AGRADECIMENTO

 

Nasceste lá longe, sob a proteção das asas do tempo e, de forma serena e sonhadora, vieste até à solidão da minha existência.

No dia em que as portas da minha vida se abriram para que tu, placidamente, pudesses instalar-te neste vale de sonhos chamado alma, tudo ficou diferente: as flores brotaram livremente, vestiram-se com as cores que foram buscar ao paraíso e assim ficaram, até hoje; as águas de todos os rios beberam dos montes o perfume da jovialidade e começaram a regar, meticulosamente, o chão por onde os meus passos se faziam ouvir; as aves ensaiaram, nos céus, as coreografias mais ousadas e inovadoras, para que o azul pudesse aplaudir tamanha liberdade; as árvores transformaram-se em dedos gigantes e carinhosos e, levemente, foram tocando as nuvens, de onde começaram a retirar a suavidade e a ternura – ainda hoje o fazem.

Nesse dia, em mim mudaram os meus olhos, porque deixaram de ser só o espelho brilhante e límpido da minha alma inquieta, passando a ser também um verbo que até hoje me acompanha e faz sentir sede da vida, a tal que ainda não tenho, mas que sei estar-me prometida pelos anjos que te acompanham.

Agora, nesta noite silenciosa e abraçada pela esperança, sei que não posso viver sem ti, meu verbo, pois és a luz que acendo em mim quando todas as estrelas parecem ausentar-se do meu caminho.

Agora e sempre serás a minha seiva e com ela construirei o castelo de sonhos que observo sempre que estou diante do mar.

Deixa-te ficar aqui, neste recanto da vida em que as palavras são companheiras, amigas, amantes loucas e livres.

Invade-me a alma como tens feito até agora, pois só assim os meus lábios poderão ser o barquinho de papel onde um dia escrevi as letras que te dão nome.

Não me abandones, pois sinto que és a minha própria vida. Dá-me o veludo das tuas mãos e viajaremos juntos até ao tempo do devir.

Grato por existires em mim, verbo escrever.

José Luís Cordeiro

 

 

COMENTE