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Poesia de Eliane Arruda

 

Ver notas biográficas aqui

 

Murmuração; Estrelas; Estio

 

 

 

 

Murmuração

 

Quando a noite começa a murmurar
que a lua passeia sob o céu,
as lembranças a mim chegam na certa,
e teus beijos me trazem... E sob o luar.

Olho o céu, e a noite a caminhar,
Tendo fios de prata no seu véu.
Mui inquieta se põe a minha verve,
Permitindo o passado retornar.

E um tempo recordo, que se foi
e não deu esperança de retorno,
permitindo u`a saudade muito amarga.

Sim amarga, porque não mais à noite,
o teu corpo em mim sinto e bem morno,
nem a prata da lua sobre o mar.

Eliane Arruda

 

Estrelas

 

Teus olhos, no meu céu, desenham estrelas,
Coriscam e me deixam reluzente.
Um poema produzir? Ah! eu me atrevo,
Contendo: «aos meus sonhos és ridente»!

Não sou de contemplar constelação,
Alguns pontinhos baços e sem vida.
Riscado com alvor, cintilação,
Prefiro teu formato, não duvides!

A Deus sempre agradeço por te ver,
Alegre, aceitando meus abraços,
E ouvindo-me dizer: “és o meu vício”!

Que não fiquemos nunca pelo avesso,
Mas na janela, quais os deslumbrados,
E que ganhe a ternura muita vida!

Eliane Arruda

 

Estio

 

Não quero
retornar
à tua antiga
chuva,
que banha
vales, montes,
nunca
meus anseios.
Ah, quero
conservar
u`a amizade
antiga,
mas junto
ao meu desejo,
és qual
o próprio estio!


Eliane Arruda

 

 

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