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Lista dos Trabalhos que entram de novo neste número. Para consultar o índice de cada uma das divisões vá à barra ao lado direito. Para consultar o índice do número anterior (e os números anteriores a esse) carregue aqui. (Nota: o nosso arquivo online fica composto pelos últimos cinco números publicados)


Centenário de Julio Cortázar - Recolhido em Livres Pensantes

«Qualquer um que não leia Cortázar está condenado; não lê-lo é uma doença grave e invisível que, com o tempo, pode ter terríveis consequências. Não quero que essas coisas aconteçam comigo, então devoro avidamente todas as invenções, mitos, contradições e jogos mortais do grande Júlio Cortázar.»
Pablo Neruda

A estrutura da bolha de sabão - Por Lygia Fagundes Telles

Recolhido no Blogue Panorama - Pedro Luso de Carvalho
Era o que ele estudava. «A estrutura, quer dizer a estrutura» - ele repetia e abria a mão branquíssima ao esboçar o gesto redondo. Eu ficava olhando seu gesto impreciso, porque uma bolha de sabão é mesmo imprecisa, nem sólida nem líquida, nem realidade nem sonho. Película e oco. «A estrutura da bolha de sabão, compreende?»

Poesia de Daniel Teixeira - I; II; III

Katherine Anne Porter, aka Miranda

Texto Recolhido em «As leituras de Madame Bovary»
Tenho uma nova heroína na minha lista de admirações: Katherine Anne Porter.
Desde o ano passado, altura em que a Antígona anunciou a publicação de «Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro», que aguardava com impaciência a chegada deste título às minhas mãos. A razão desta impaciência era apenas intuitivamente emocional, convocada pelo título poético, pois nada sabia desta autora.

POLITIC@ & PUBLICID@DE - Texto de Miriam de Sales Oliveira

Não procure a verdade na publicidade; ela, não só não estará no fundo do poço, como sumiu de lá; restou a imagem, a impressão da verdade, que pode até ser uma mentira.
Em suma: não é o que você diz; mas, sim, o que o outro entende.
Ora, na política, a verdade sempre foi posta de lado; por isso o casamento da publicidade com a política deu tão certo; combinam como feijão e arroz.

Sortido de Anedotas - Recolhidas na Net

-Um tipo fez análise durante cinco anos, até que descobriu que ele, o pai, o avô e os cinco tios tinham tendências homossexuais.
O psicólogo estupefacto perguntou-lhe:
-Mas não há ninguém na sua família que goste de mulheres?
-Claro que há, as minhas quatro irmãs!!!

O TI MARCOS - Crónica de Daniel Teixeira

O Ti Marcos, por esta ordem, era tosquiador, barbeiro e comia coxas de rã. Morava no final da azinhaga que partia do antigo Lagar dos Tomáses, depois de passado um espaçoso terreiro que fazia uma das entradas para as moradias destes Lavradores e donde se via a entrada da casa que foi do Sargento Gabriel e da Dona Maria, Tomás por nascimento.

Poesia de Pedro Du Bois - ENVENENAR; MADRUGADA; MORAL

Poesia de Mário Matta e Silva - NO SONHO DO BEM - ME - QUER ; GEOGRAFIA DO MEDO; NOS MURMURIOS DA HARPA

Poesia de Sergio Antonio Meneghetti - Existem Gerações; Sobra? Obra!

Coluna de Poetas - Carlos Fragata: Tentativa Falhada; Cremilde Vieira da Cruz: Teu nome; Edvaldo Rosa: Lembranças de um grande amor...; Maria de S. Pedro: Num qualquer por de sol; Se Gyn: adjetivos

JARDIM MANUEL BIVAR - Faro - Texto de Lina Vedes

Conhecido, vulgarmente, pelo Jardim da Doca, era vivo e barulhento com imensa gente, crianças, jovens e adultos a procurá-lo para agradáveis convívios.
Os farenses, nas horas de lazer, enchiam o Jardim andando nele às cotoveladas, aos encontrões, conversando e rindo uns com os outros, indo e vindo desde o monumento a João de Deus até ao coreto.

árabes e judeus, aqui - Texto / Crónica de Cecílio Elias Netto

A harmoniosa convivência entre árabes e judeus em Piracicaba impede-nos de entender a estupidez do fratricídio no Oriente Médio.
A história humana – contada pelos chamados livros sagrados – foi e continua sendo escrita com sangue e discórdias. O Deus monoteísta – de judeus, cristãos e islamitas – causa muito mais espanto por sua cólera do que pela misericórdia. Pelo menos, para mim.

Numa aldeia na montanha - Conto de Daniel Teixeira

Era um aldeia algures por Deus e pelos homens colocada no topo de um monte que ficava no topo de uma montanha. Os Tempos, Deus e os homens tinham mantido aquela aldeia tão isolada durante tantos dos últimos anos que eram agora nenhuns os contactos que aquela gente tinha com as gentes das aldeias mais próximas, estas também colocadas por Deus e pelos homens no topo de outros montes que ficavam noutros topos da montanha.

O VERDE DA MATA - Prosa poética de Ilona Bastos

Pode pensar-se, ou mesmo dizer-se, que o verde é simplesmente verde. Mas não é. Nunca o verde é simplesmente verde - é sempre complexamente verde.
Observem-se as nuances, as sombras, os brilhos. Os toques de veludo, de cetim, ou de serapilheira agreste. E como tudo se reflecte e nos atinge em incontáveis tons que nem o nosso mais minucioso olhar destrinça. E como nos tons se adivinham cheiros, mais ou menos silvestres, ou densos, ou ténues, ou voláteis.

Ver e ouvir - Crónica de Daniel Teixeira

Eu sei que não é muito próprio estar sentado num café, ou em qualquer lugar, e ouvir a conversa que se passa entre os habitantes da mesa ao lado. Deve-se fazer ouvidos de mercador, de um mercador de silêncios, deve-se fazer de conta que não se ouve, mas ouve-se na mesma e as palavras ditas logo ali ao lado entram-nos pelo espírito dentro, sentam-se na cadeira da nossa existência e lá conquistam o seu lugar cativo.

Poesia de Ivone Boechat - Perdoe seu filho; Seja melhor do que o seu pai; Todo pai é adotivo

Poesia de Sherpas (Manuel Xarepe) - ... mas... as crianças...

Jornal Raizonline nº 254 de 31 de Agosto de 2014 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Verão a quanto obrigas

Viver numa zona muito procurada por turistas tem as suas vantagens e tem as suas desvantagens. Não é para me gabar (sendo algarvio e aqui vivendo) mas quando chega o período de Verão as coisas complicam-se em termos de disponibilidade de tempo. São por vezes os familiares emigrados que escolhem precisamente esta altura do Verão para fazerem a sua visita anual, conjugando tempos com o período de Natal

MISSA DO GALO – CARLOS CARVALHO

Com a navalha no bolso, esperou a mulher na porta da igreja. Quando ela apareceu, foi se chegando, pegou no braço dela e disse:
– Quero falar contigo, Maria.
Ela não respondeu, Puxou o braço e foi caminhando. Ele insistiu:
– Volta, Maria.
Ela parou no primeiro degrau. Olhou-o, antes de responder, e ele sentiu vergonha da roupa amassada, da gravata puída, da barba de dias.

Christopher Nolan: o primeiro filme

Christopher Nolan notabilizou-se junto do grande público por ter feito a trilogia do Batman e o «Inception». Dois anos antes de ter realizado o original filme «Memento» (2000), Nolan realizou em 1998 a sua primeira longa-metragem.  Pouco conhecida do grande público, mas enaltecida por uma minoria de cinéfilos: chama-se «Following» e narra as desventuras de um jovem escritor que, mentalmente instável, vagueia pelas ruas seguindo pessoas pouco convencionais em busca de material para a sua escrita.

A vida e morte de Aaron Swartz - Por Victor Afonso - Blogue «O Homem que sabia demasiado»

Aaron Swartz foi uma criança prodígio, inteligente e ávida de conhecimento. Porém, aos 26 anos, em Janeiro de 2013, suicidou-se (foi encontrado enforcado no seu apartamento de Nova Iorque). Talvez a maioria não o conheça, mas o trabalho de Aaron está presente na nossa vida quotidiana há bastante tempo. Desde os 14 anos que Aaron trabalhava como programador informático criando ferramentas, programas e organizações na Internet.

Poesia de Carlos Fragata - DESEMPREGO; O NOSSO FILME; PORTUGUESES

 

Poesia de Xavier Zarco - o poema da minha rua teima; A FAUSTO; Uma ode alcaica, que hoje estou virado para isto!

 

Poesia de Dimitri Markovitch Karen - As Leis Supremas; Aca-Epi-Dêmicos

 

Poesia de Liliana Josué - O Pote das Letras; MINGUA

 

Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - Voo para o Infinito; Entre corações; Metamorfose

 

Poesia de Edvaldo Rosa - A Poesia é minha senhora...*; Primeira vez ...; Sentimentos de Ser...

 

«é preciso ter cuidado quando os ditos homens sábios se aproximam a coxear.»

Retirado do Blogue «As leituras de Madame Bovary»  - Nos últimos anos, houve um filme que me tocou particularmente: Oslo, 31 de Agosto, uma adaptação cinematográfica do livro Feu Follet de Pierre Drieu la Rochelle, já adaptado à sétima arte por Louis Malle. O protagonista, um toxicodependente em reabilitação, tem permissão para se ausentar da clínica por 24 horas e aproveita esse tempo para visitar velhos amigos e ir a uma entrevista de emprego.

MEU CASO DE AMOR COM OS BLOGS - Texto de Miriam de Sales Oliveira

A Internet foi um presente para quem gosta de escrever; não só tem revelado talentos anônimos como dá voz aos mais tímidos, aqueles que não gostam de se expor publicamente ao vivo e a cores. Como eu já tinha escrito no meu texto «Amores Virtuais», na internet a gente expõe a nossa alma, o nosso ser e aparecemos aos outros,quase sempre, como realmente somos.

O Português tem de dialogar! - Texto de Gociante Patissa

A convite do Semanário Angolense, na pessoa do seu director, contribuí com um artigo na edição que assinala os 800 anos da língua portuguesa.
Falar do futuro do português, o considerado quinto idioma mais popular no mundo, é evidentemente um assunto vasto. Enquanto recolector de tradição oral, interessa-me olhar para a realidade angolana e abraçar a vertente sociolinguística, visto o valor da língua como património cultural imaterial.

O ACTO DE MATAR - Retirado de Cineclube da Faro

Crítica - Membros de «esquadrões da morte»na Indonésia de Suharto reconstituem, numa mascarada demente, as cenas de tortura e assassinato em que estiveram envolvidos. Uma pantomina diabólica. Acasos da distribuição levam-nos outra vez, poucas semanas depois do filme de Rithy Panh sobre o genocídio cambojano (A Imagem que Falta), para as grandes violências, politicamente motivadas, no sudeste asiático.

Serões de Inverno - Escreve - António Afonso

Para compreender melhor esta crónica, devemos situar-nos, em termos de tempo, nos anos 50 do século passado, num lugar remoto no Nordeste Algarvio, a rádio não era extensiva a todos, a televisão não tinha chegado e os outros meios de comunicação, alguns não tinham nascido.

O «meu» Espaldão ou Carreira de tiro em Faro - Crónica de Daniel Teixeira

Começando pelo princípio e porque o nome não é do conhecimento comum vai aqui uma ajuda da wikipédia:«Em arquitetura militar, um espaldão é um anteparo de uma trincheira ou fortificação, servindo para proteger a artilharia e a guarnição que lá se encontra. Um espaldão pode ser feito de alvenaria, terra, sacos de areia, betão ou outros materiais. Também são utilizados espaldões nas carreiras de tiro, com intuito de evitar que balas perdidas saiam para o seu exterior.»

A BRASILEIRA - Texto de Lina Vedes

A Brasileira, café, pastelaria e geladaria, ficava onde hoje se encontra a sapataria Bruna, no cruzamento da R. de Santo António com a R. Dr. João Lúcio. As casas do quarteirão onde se integrava a Brasileira, umas eram térreas e outras de 1º andar. Pegando com ela tínhamos a casa da família Pêra, o edifício onde funcionava a P.I.D.E. e por fim a casa do Libório, mercearia e charcutaria. No outro lado da rua, na frente, a «malta masculina» do liceu e escola comercial juntava-se à saída das aulas, junto à papelaria Artys, para ver passar as «moças».

Tô sabendo, brother. - Por Marcelo Pirajá Sguassábia

Guimarães Rosa
A mãe de um camarada meu disse uma vez que esse carinha aí escreveu uns baguio loko. Uns baguio mucho loko.
Caetano Veloso
Aquele veinho que cantava uma música uns tempo atrás aí, como é que era mesmo? Ah, aquela assim: «mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre...».

 

Poesia de Virgínia Teixeira - Capitã; Alvorada; Girassóis

 

Poesia de Ivone Boechat - Amor de pai ; Meu pai ; Pai

 

Poesia de Maria Alvaro - Eu Percebo...; Paixão; Leveza

 

Poesia de José Carlos Moutinho - O mundo não vai mudar, nem os humanos; Quem és tu, Pátria?; Silêncio em mim

 

para j.d., com amor e sordidez

Recolhido em «As Leituras de Madame Bovary»
Sexta-feira e sábado são dias de uma felicidade mansa e terna, pelo simples facto de ter um novo suplemento cultural para ler. A breve visita ao quiosque alegra a rotina matinal e de jornal colado ao peito, sigo mais acompanhada para o trabalho ou casa. Como todas as pequenas euforias, julgava-me única no seu gozo. Até que um dia viajei para Madrid, juntamente com um livro de Juan José Millás, e conheci a mãe de uma amiga que ficou encantada por hospedar uma portuguesa que lia o referido escritor.

Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações - Por Daniel Teixeira - As diferenças da vida

Conforme tem sido notório aquilo que me tem interessado neste conjunto de crónicas e de uma forma geral noutros locais e formas onde intervenho, seja sobre a forma de crónica ou simples conversa, mesmo escrita que seja, o que me interessa, repito, é a história contada e feita pelas gentes.

COSTUREIRAS E MODISTAS - Texto de Lina Vedes

Nos anos 40 e até 50, era hábito em minha casa e em muitas da cidade contratarem costureiras duas ou três vezes no ano. Geralmente iam no início do Outono e da Primavera, recebiam pagamento diário, com direito a almoço e lanche. O pronto-a-vestir era nulo ou desconhecido para a maioria dos farenses. Essas costureiras executavam peças de vestuário íntimo e remendavam o necessário, porque na altura, o principal lema de vida consistia no «aproveitar».

O Sherpas - Apresentação e Poesia - ... das brincadeiras perdidas!!!...

O Técnico - Texto de Miriam de Sales Oliveira

Não, esse título está errado. Borges não era só o técnico daquele time, mas, também, seu mais empolgado torcedor. Comia, dormia, vivia e trabalhava para aquela equipe, que, diante de tanta dedicação, era, sem dúvida a melhor daquele Estado do Nordeste.

O REGRESSO DO PANTUFA - Conto Infanto - Juvenil de Avómi (Cremilde Vieira da Cruz)

Recordam-se do Carlinhos, aquele menino que estava muito triste, porque o Pantufa não tinha vindo visitá-lo no ano anterior.....? Precisamente no primeiro dia de Primavera, um lindo dia de Março, o Carlinhos acordou com um chilrear encantador. Correu para a janela do quarto, abriu-a de par em par e o que os seus olhos observaram, é difícil de descrever, já que os pássaros eram às dezenas e voavam em todas as direcções: de tal maneira, que por mais que o Carlinhos procurasse, não conseguiu, entre tantos, descobrir o Pantufa.

A charrete e a égua - Texto de Cecilio Elias Netto

Acreditem ou não, a vida tem o eterno retorno. Trata-se da sobrevivência do belo e do bom. E já está acontecendo.
Por muitos anos, morei num local distante da cidade, entre chácaras e sítios. No início, nem sequer tinha iluminação pública. E essa não era uma deficiência, mas algo que beirava a bênçãos.

Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - A força dos Ventos ; Silêncio Amigo

Poesia de Ilona Bastos - NEVOEIRO; O POEMA QUE SE SEGUE; COMO SOA O POEMA

Poesia de Sylvia Beirute - Premissa de tempo ; Ilusões conclusivas; Página em branco; Definições

Poemas de Liliana Josué - PARTIDA/CHEGADA; PRIMAVERA - TRILOGIA

Crónica de Gociante Patissa - AS PARTIDAS DO ELISEU

A pior das partidas que nos pode alguém chegado pregar é, certamente, partir. Eliseu Mondi Pedro Figueiredo confunde-se com a língua inglesa, à qual viria a dedicar duas décadas de auto-didactismo, chegando a dar aulas no terceiro nível dos Bambus na Catumbela, onde residia, e mais tarde no católico Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA), no bairro da Caponte, Lobito, onde veio a residir.

Poemas de Mário Matta e Silva - Noturnos; é tempo de Primavera; Ir e voltar nas gaivotas

um livrinho precioso - Texto recolhido em «As Leituras de Madame Bovary»

«A própria localização do Pátio Maldito era estranha, como se tivesse sido calculada para aumentar as torturas e os sofrimentos dos presos (frei Petar voltava muitas vezes a isto, tentando descrevê-lo). Do pátio nada se vê da cidade, nem do porto, nem do arsenal abandonado lá em baixo na margem do estreito. Só há o céu, imenso e cruel na sua beleza e, ao longe, um canto verdejante da margem asiática, do outro lado do mar invisível, e o vértice do minarete de uma mesquita desconhecida ou da copa de um cipreste gigantesco, atrás do muro.

Anatomia do beijo - Prosa poética de Joaquim Nogueira

A garagem - Conto de Daniel Teixeira

Ah! Como os carros eram bonitos, todos brilhantes, alinhadinhos, tão alinhados que pareciam ter sido ali metidos com as mãos como os carrinhos em miniatura das colecções, com os espaçamentos calculados quase ao milímetro e as riscas brancas cuidadosas a delimitar cada pneu, todas elas direitinhas, encostadas aos rodados todas à mesma distância, talvez vinte centímetros ou mesmo trinta para cada lado, e a realçarem do solo, quase como se tivessem espessura e não fossem antes um minucioso tracejado de tinta sem falhas.

Contos breves - Abilio Pacheco - Ritornelo; Tirando da gaveta; Falando água

Ritornelo - Todos os dias ordenava que se lhe contassem aquela história da reconquista. Sempre dormia e esquecia o enredo no dia seguinte. Mesmo que lhe dissessem tê-la ouvido ontem, não lembrava sequer de ter pedido que contassem.

Reclusa - Conto de Virgínia Teixeira Antunes - Segundo lugar em Prosa nos III Jogos Florais dos Bonjoanenses (2014)

Não nasci para ser reclusa, mas hoje aqui estou, encerrada numa cela escura onde entrei pelo meu próprio pé. Nasci nos campos floridos da minha terra, debaixo de uma árvore onde a minha mãe se sentou a descansar numa tarde de calor. Não nasci para ser reclusa, enterrada no silêncio ensurdecedor destas paredes de pedra fria e impenetrável, mas aqui estou, já tão habituada ao silêncio que, quando um pássaro canta mais alto pela fresta da pequena ranhura da minha cela a que chamam janela, acordo do mais profundo sono.

Poesia de Pedro Du Bois - União; Horas; Atualizar

Poesia de Virgínia Teixeira - Veneno ; Eclipse; A minha casa sonhada

Poesia de Xavier Zarco - poemas da minha rua ; uma redondilha de 2009 ; há dias em que o verso se derrama

Poesia de Sylvia Beirute - Desejo infinitesimal ; Exercícios para os olhos ; Correspondência

Quinta feira da Espiga ou da Ascenção - Soledade Martinho Costa - Do livro «Festas e Tradições Portuguesas», Vol. IV

O dia da Ascensão ou dia da Ascensão do Senhor, tem lugar quarenta dias após o domingo de Páscoa. Designado, popularmente, por quinta-feira de Espiga, comporta praxes e tradições que assumem carácter universal. A mais comum está ligada ao ramo de espiga, com «poderes de virtude benfazeja», que se colhe neste dia pelos campos, constituído por espigas de trigo (abundância de pão), tronquinhos de oliveira (que simbolizam a paz), papoilas (a alegria), malmequeres brancos (a prata) e malmequeres amarelos (o ouro) – sempre em número ímpar em relação a cada um destes elementos.

Poesia da Mário Matta e Silva - Cântico à Musa ; Vim de longe

Poesia de Pedro Du Bois - INCIDENTAL; OBVIEDADE; ANO CIVIL

Poesia de Sergio António Meneghetti - Porta da vida; Na Vinha Do Mestre

BARCAS E BARCOS NA DOCA - Texto de Lina Vedes

Na década de 40 e princípios da de 50, as vias de comunicação terrestre eram insuficientes havendo ainda o inconveniente da Serra do Caldeirão ser uma verdadeira barreira quase intransponível. Para reforçar esse défice recorria-se ao transporte marítimo de pessoas e cargas.

AS CILHAS - Crónica /Texto por Daniel Teixeira

Por vezes posso dar a impressão que partilho daquela ideia citadina de que os montanheiros trabalham pouco (ou quase nada, nalgumas afirmações) porque quando vamos a uma aldeia ou Monte um pouco antes da hora do almoço e logo depois desta hora os encontramos normalmente sentados nos poiais das suas casas, ou no caso também nos poiais das tabernas, isto sobretudo no Verão que é quando o pessoal se aventurava a andar por lá de carro.

Macacos e gente - Por Cecílio Elias Netto

Acho estranho alguém se ofender por ser chamado de macaco. Pois, em tempos tão cruéis, macaco é que deve se ofender se for chamado de gente, de certa gente.
Não creio que a questão – ainda em nível universal – seja de preconceito. Pelo contrário, acredito seja falta de conceitos. Jamais teria, eu, a audácia de escrever a respeito dos profundos significados de conceito.

FRANZ KAFKA – Um Cruzamento - Por Pedro Luso de Carvalho

FRANZ KAFKA nasceu em Praga no dia 3 de julho de 1883; vítima de tuberculose, morreu em 3 de junho de 1924, no Sanatório de Kierling, perto de Viena; foi enterrado no Novo Cemitério Judaico de em Praga.
Até esse ano, Kafka era conhecido apenas por um círculo de amigos; sua obra somente seria conhecida 20 anos após sua morte.

Comentários sobre as publicações

Ao longo dos tempos temos ido guardando os comentários que são colocados no nosso Blogue de Comentário com a intenção de colocar no jornal uma vez que, por aquilo que sabemos, alguns dos autores comentados nem sempre têm a oportunidade de ir ao Blogue ver esses comentários. Aqui deixamos mais uma remessa:

O cavalo preto - Conto de Daniel Teixeira

Ali, à minha frente, havia um cavalo preto que rodava. Depois veio um pequeno cão que ladrou correndo desde o portão todo verde escuro da casa amarela. E ali ficou ladrando, perto do cavalo preto. Indiferente, na sua majestade, pensei eu, ficou o cavalo. E eu pensando o que o cavalo não poderia pensar: o que representará para um cavalo um cão pequeno que ladra?

A solidão dos idosos - O Lugar - Por Maria José Vieira de Sousa

Recolhido em Livres Pensantes
Quando voltou ao salão de convívio teve pela primeira vez consciência plena da segregação etária que as novas gerações estavam a impor. O convívio e a coabitação intergeracionais estavam, efectivamente, em processo de regressão, senão mesmo em declarada extinção. O quadro com que deparou nessa manhã, naquele salão, impôs-lhe abruptamente a dolorosa assunção dessa realidade chocante que nunca se dispusera sequer a formalizar.

Coluna de Manuel Fragata de Morais - OS SONHADORES ( in Memórias da Ilha - Crónicas )

Há quem afirme que os sonhadores são os salvadores do mundo, talvez porque ao escutarmos as mais belas músicas, ao lermos os mais belos livros e poemas, ao nos revermos nas mais maravilhosas pinturas, ao tentarmos entender as mais engenhosas profecias e a sabedoria universal, cheguemos à conclusão que tudo isso é possível porque houve e há gente que sonhe. E acho que isso é um facto, as realidades, os avanços conseguidos nas sociedades, são e serão fruto do sonho de alguém que soube acreditar em si mesmo e partiu para a labuta, para a concretização do seu desejo, da sua visão, da ânsia do querer.

Auguste de Saint-Hilaire - equívocos de interpretação da realidade colonial do interior do Brasil - Texto de Se Gyn

Conversando com colegas sobre coisas da cultura de Goiás, chegamos acidentalmente a declarações de Auguste de Saint-Hilaire, sobre a população da província de Goyaz, no início do século XIX no seu «Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goyaz - 1º volume». Admirável e esperto naturalista (colhia e enviava acobertadamente espécies medicinais da flora do cerrado para Martinica e Caiena, territórios franceses nas Antilhas), sou da opinião de que foi de uma incapacidade atroz, quando descreveu a população humana e os costumes do interior do pais.

Série : Eu e Paderne - A NOSSA FORMA DE ESTAR… - Texto de João Brito Sousa

Anda carecida de ética a nossa forma de estar ou de nos relacionarmos. A sociedade deverá ter um comportamento ético, seja, deve colocar em prática, uma maneira de ser respeitável, possuindo um carácter consubstanciado em atitudes que tenham em conta, princípios e valores tidos como credíveis. A existência de ética ou não, na nossa maneira de estar, deriva da forma muito ou pouco correcta como nos comportamos em sociedade...

Um Holocausto Brasileiro - Por Vítor Afonso

Recolhido em «O Homem que sabia demasiado»
Acaba de ser editado em Portugal um livro de uma jornalista brasileira, Daniela Arbex, sobre um tema de grande perturbação social, histórica e psicológica: um genocídio de 60 mil brasileiros ocorrido durante décadas num... manicómio. Chama-se «Holocausto Brasileiro»e nele conta-se que milhares de crianças, mulheres e homens foram violentamente torturados e mortos, no Brasil, no hospital de doenças mentais de Colônia, em Barbacena (Minas Gerais), fundado em 1903.

Poesia de Edvaldo Rosa - ACALANTO...; PINTURA...

Crônicas da copa de 2014 - I - aquela alegria que nos foge agora... - Por Se Gyn

Era uma situação que, de tão esquisita, parecia engraçada: um país que não tinha boa escola, bons serviços de saúde, garantia de segurança pública, nem nada - tudo por fazer ou refazer. Mas, alguém inventou que a Copa do mundo de 2014 seria no Brasil - sabe como é, uma vitrina para mostrar a pujança do país, que entrara num ciclo virtuoso em todos os setores, no período que se seguiu à redemocratização do país.

Poesia de Sylvia Beirute - Poemoterapia; Açúcar - Matéria; Conoscenza

Poesia de Xavier Zarco - A Zeca Afonso; à Graça Soares; hoje sérgio bebi a certeza

O mestre que disso não passava - Texto / Crónica de Gociante Patissa

«Os mestres mentem, todos eles. O pedreiro não entrega no prazo acordado; o mecânico tem sempre uma desculpa; o canalizador, tirando proveito da semelhança nas três primeiras sílabas, faz-se canalha perfeito; o electricista é outro a quem é arriscado confiar, tão arriscado como seria pôr a mão no fogo pelo ladrilhador ou pelo pintor, enfim... Será que devo mesmo voltar à escola para o mestrado?», lia-se.

A Política Do Dia - Poema e Texto de Natália Correia - Retirado do Blogue Livres Pensantes

A Política Do Dia
Hoje a vida tem o sorriso
dentífrico dos candidatos
e pelas ruas nos aponta
o céu em múltiplos retratos

Rir, de quê? - Texto de Miriam de Sales Oliveira

Um professor ensinava aos alunos que a hiena é o único animal de quatro patas que ri.
Surpreso, o aluno perguntou:
-Professor, um animal horripilante, fedorento e que vive comendo merda, ri de quê!?
Vocês não acham que essa conversa se encaixa muito bem ,no Brasil?

A chave está aqui - Texto de João Brito Sousa

O tempo passa e, a chegada de cada dia, ao seu fim, quererá dizer que é um dia a menos que nos fica para desfrutarmos, no âmbito da contabilidade social de cada um de nós. E é bom não esquecer, que o nosso stock pessoal, em termos de dias de vida, é limitado. Entretanto, vivemos os dias ou passamos pelos dias. Enquanto temos saúde, esse pormenor importante que é o «ter saúde», deveria ser estimado e preservado, mas, muitas vezes fica em segundo ou terceiro lugar na tabela das nossas preferências.

Poesia e Prosa Poética - Cremilde Vieira da Cruz - Sedutor (Poema) - Ausência (Prosa Poética)

O furto da Japona. - Crónica de José Pedreira da Cruz

A meteorologia alertava que nos próximos dias o frio iria ser de doer nos ossos e que por precaução todos teriam que se prevenir com roupas adequadas para tal. E foi nesse clima de grande preocupação que Renilda se acorreu ao crediário e lá deixou uma dívida com a aquisição de uma japona: como assim eram chamadas as jaquetas dos anos oitenta.

Verdades - Conto/Crónica por Jorge Sader Filho

Talvez ela fosse a única moça que lia no parque. O livro era agradável.
Talvez ela fosse a única que lia, enquanto mães e crianças brincavam. Brincar é bom. A pessoa sai do seu cotidiano chato, acorda, limpa-se e vai para a primeira refeição. Dizem que o hábito faz o monge. Faz mesmo. O costume diário nos dá um ritual, mas é bom pensar no que temos em energia. Os que escrevem, pintam, ou exercem qualquer outra atividade, não sabem mais sobreviver sem ela.

Até amanhã, Camaradas - In: Cineclube de Faro

Joaquim Leitão, Portugal, 2005, 192 m, M/12
SINOPSE
Portugal, 1944. Num país oprimido pela ditadura, há quem resista e se organize para mobilizar o povo para a luta pelo pão e pela liberdade. Mesmo que isso lhe possa custar a prisão, torturas, ou até a vida. Pessoas como Vaz, Ramos, António e Paula militantes e funcionários do Partido Comunista, que desenvolvem a sua acção na clandestinidade, reorganizando o Partido nas zonas dos arredores de Lisboa e do Ribatejo, ao mesmo tempo que preparam uma grande jornada de luta, com greves e marchas contra a fome.

«…o avental todo sujo de ovo.» - Por Cecílio Elias Netto

Para idosos, a orfandade de mãe é ainda mais dolorosa. A saudade de um colo onde se abrigar torna-se necessidade.
Um fradezinho santo – velho confessor de doentes e moribundos – contava-nos da agonia final dos enfermos. E dizia que – nos últimos momentos e se ainda podiam balbuciar algo – eles diziam, quase todos, uma só palavra: mãe. E ele, o fradezinho, nunca conseguiu saber se era alegria do reencontro ou um apelo final, um pedido de ajuda e de socorro.

And if it is not love then it's the bomb, the bomb... - Recolhido em «As Leituras de Madame Bovary»

Depois de muitos dias intensivos de estoicismo apercebi-me que continuo extremista. Depois de ter dedicado alguns anos à investigação afincada do projecto hedonista, tomando o prazer e o riso como missão, retornei a Lisboa com a minha revolução sexual concluída, as finanças arruinadas e com os nervos algo descompensados.

J. D. SALINGER – Sob o fogo da crítica - por Pedro Luso de Carvalho

O famoso recluso J. D. Salinger antes de dedicar-se à literatura passou rapidamente pelas universidades de Nova York e Columbia. Depois que retornou da Segunda Guerra Mundial suas histórias foram publicadas regularmente pela revista The New Yorker; com isso tornou-se bastante conhecido, principalmente nos Estados Unidos. Escreveu um único romance, «O apanhador no campo de centeio», um clássico da adolescência (1951); e os contos e novelas curtas, Nine stories (1953); Fanny and Zooey (1961); Carpinteiro, levantem bem alto a cumeeira (1963); Seymour: Uma Apresentação(1963).

Poesia de Pedro Du Bois - NASCER; CAPAZ; FAUNO

O Dr. Silva Nobre e o meu braço partido - Texto de Lina Vedes

Data – Maio de 1948
LOCAL – CASA DO ALENTEJO, situada, na altura, na Rua Baleizão, num 1º andar, por cima da SALCO – Sociedade Algarvia de Combustíveis. Aconteciam, nesse local, encontros semanais de alentejanos, residentes em Faro. Como «penetra»e vizinha, partilhava, por hábito, dos convívios dos nascidos no Alentejo.

A morte do Mário - Conto / Crónica de Daniel Teixeira

Sentir medo é uma coisa natural que quase ninguém reconhece ter ou ter tido. Sentir aquele medo muito forte, aquele medo que nos persegue, aquele medo que nos não dá descanso é mais raro acontecer, mas acontece ...e eu soube disso, tive contacto com esse mesmo medo era ainda uma criança. Esta história que eu não deveria contar tem muito poucas palavras. Dizem que o medo é um sinal interior nosso, uma defesa, um alarme, assim como a dor quando dói e dizem que tudo isso nos faz falta. Certo, até aí eu aceitei sempre.

A ETERNA PROCURA - Prosa poética de Joaquim Nogueira

«… avanço na direcção certa ainda que não saiba o caminho, mas avanço… não me deixo ficar a olhar para a vereda que já percorri… avanço em frente, passo a passo, com cuidado mas com força e determinação… não são os meus pés que caminham mas a minha alma, o meu sabor de caminhar e o meu saber de que o estou a fazer… avanço porque quero… porque espero… porque sei que vou encontrar…

Arroz do Céu - Por Irene Fernandes Abreu - Recolhido no Blogue Valium50

Esta, é uma metáfora perfeita da condição social de muitos emigrantes que trabalham por esse mundo fora...
A história narra o quotidiano de um emigrante de leste, cujo trabalho é o de limpar o lixo, que vai caindo nos respiradouros do Metro de Nova Iorque.

E é sempre assim - Conto de Daniel Teixeira

Desde sempre que pensei que as coisas iam ficar por ali. Aliás desde o primeiro minuto que interiormente já pensava isso. Quer dizer, eu já a conhecia um pouco, muito pouco, é certo, mas sabia que havia uma diferença grande entre nós. Talvez não fosse assim tão grande, essa diferença, afinal e talvez fosse eu mesmo que a fizesse grande. Talvez tenha sido assim tal como as coisas se passam nos dias das nossas vidas quando nem sequer queremos desejar uma coisa que sabemos não poder vir a ter.

Maria de Olhão - Por João Brito Sousa - A MINHA HOMENAGEM

O livro Maria de Olhão, agora trazido à estampa em edição da Câmara Municipal de Olhão, poderá ser considerado, respeitosamente, como um Manual de Instruções sobre a vida, onde cada um, à sua maneira, poderá retirar os ensinamentos que precisa ou julga necessários, para conseguir um comportamento equilibrado e sobretudo justo, na sociedade onde se insere.

Minha mãe - Texto de Daniel Teixeira

As pessoas como a minha mãe nunca deveriam envelhecer, não é que ela seja diferente das outras mães, que também não deveriam envelhecer, acho eu, é apenas um sugestão, mas deveriam as mães todas amadurecer, assim como os cereais, como as frutas, como os legumes, sei lá, qualquer coisa assim que lhes desse aquele ar de já não serem jovens mas que não lhes desse aquele ar de planta, flor ou fruto em deperecimento, fracamente agarradas aos ramos das árvores e ameaçando continuamente que vão cair no solo e por lá ficar.

Doze léguas de amor - Conto / Crónica de José Pedreira da Cruz (Tico Cruz)

Dizem que Diná nunca tomara uma surra, nem do pai e nem da mãe; e para isso possuía o dengo, o mimo e a bajulação, o que faziam-na a pessoa mais querida da família de dona Filó e de seu Mourão. O tempo foi passando, passando, e Diná começou a se encorpar, a esbanjar uma graciosa feminilidade, de tal forma que os garotos se babavam ao vê-la passar. Ela era a razão da perplexidade sexual na cabeça dos garotos dali. Um despropósito aos olhares irreverentes dos homens e um certeiro martírio na mente das mulheres ciumentas.

Os 10 de Junho: Dias dos sonhos não cumpridos - Texto de Daniel Teixeira

Um sonho é um sonho, quer dizer, é mesmo um sonho, aquela coisa que nós pensamos e não pensamos enquanto dormimos e não dormimos. Um sonho é isso. Pelo sonho é que vamos desejando e pela realidade é que vamos sabendo que aquela realidade desejada foi toda ela só e apenas sonho e que nem sequer uma nesga, uma nesguinha, daquilo que se desejou enquanto se sonhava, daquele castelo que se construiu enquanto dormindo ou não, pensámos, nem uma pedrinha desse desejado castelos temos na nossa mão ao acordar.

CHOMSKY - As 10 Estratégias de Manipulação Mediática

Recolhido em Filhos de um Deus Menor - Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática. O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das «10 estratégias de manipulação» através dos média: «1- A Estratégia da distracção : O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

Prosa de Ilona Bastos - COR-DE-CHUMBO - Dulce

Sem precisar de se olhar no espelho compreendeu que novamente devia ter o aspecto de uma pessoa abatida: a tez baça e macilenta, os ombros fechados sobre o peito, os olhos piscos - como quem não vê -, o pensamento sem Norte. Puxou de um papel amarelo, quadriculado, e começou a escrever, em letrinhas tão minúsculas quanto o seu ego - inversamente proporcionais à sua vontade de gritar, bem alto, num desabafo universal.

Poesia de Xavier Zarco - há dias em que o verso se derrama ; o poema da minha rua teima

 

 

 

 

 

 

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