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Lista dos Trabalhos que entram de novo neste número. Para consultar o índice de cada uma das divisões vá à barra ao lado direito. Para consultar o índice do número anterior (e os números anteriores a esse) carregue aqui. (Nota: o nosso arquivo online fica composto pelos últimos números publicados)


Jornal Raizonline nº 262 de 26 de Janeiro de 2015 - COLUNA UM- Daniel Teixeira - Alteração gráfica do Jornal

Por razões relacionadas com as alterações verificadas nos sistemas de busca dos motores (de busca) resolvemos (ainda que e sempre a título experimental) transferir também o nosso Jornal, até agora publicado em servidor com domínio próprio (raizonline.com) apenas para publicação a partir deste número também num dos nossos blogues, (Jornal) aqui. (carregar no link «Jornal» para entrar no Blogue caso deseja ver).

Dias de cinema - Por Carlos Guerreiro

A memória dos 70 anos do final da II Guerra Mundial traz até Lisboa um conjunto de documentários e filmes que vão passar até aos primeiros dias de Fevereiro. No Cinema Ideal, na Rua do Loreto, passam diariamente até 4 de Fevereiro - três documentários de forma sequencial. Assim, a partir das 16 horas, passa “O último dos injustos”, seguido às 20 horas de “O homem decente” e, por fim, às 21.45 horas, de “A noite cairá”. Aos fins de semana, às 11 horas, é tempo de rever, na mesma sala, “O grande ditador” de Charles Chaplin.


O SONHO É AQUELE LUGAR QUE SEDUZ, COMO SE SE DEIXASSE APRISIONAR - Crónica de Gociante Patissa

Os homens gabam-se ter sonhos, quando são na verdade estes que carregam aqueles. Não posso dizer que tenha até aqui inventado a asserção. Temos os sonhos, são nossos, mas não mandamos neles, nem os mudamos. Ou mudamos? Parece-me mais certo ver os sonhos como a não aceitação da impotência, da circunstância vivida. O sonho, enquanto meta, mais não é do que o tempo indeterminado entre o hoje e o amanhã promissor, algures na manivela do tempo. Certa pessoa, no contexto de trabalho, chegaria a escandalizar-se diante de uma resposta minha em 2006.

 

O DOCE E SUAVE PRAZER DO ENVELHECIMENTO - Por Joaquim Nogueira

… recuo algumas décadas (intensamente vividas) do historial da minha vida e lembro que nada me fazia pensar, naquelas alturas, do momento em que viesse a “absorver” a inevitabilidade do envelhecimento… são alturas da nossa vida em que nunca se pensa nos anos que passarão (muito rapidamente) a voar e, um dia, sem notarmos a não ser duma forma muito patética que já passamos dos 50…

 

Prosa Poética por Ilona Bastos - Olhares

Tudo se resume a um olhar sobre o mundo e ao desvendar das maravilhas que encerra. Já em criança o fazia: colhia flores, apanhava pedrinhas, folhas, conchinhas, e trazia-as para casa. Acabavam, depois, por secar entre as folhas de um livro, perder-se ou ir parar ao cesto dos papéis, essas jóias tão acarinhadas. Agora não! Encontrei um cofre, que é este blog. Aqui coloco as folhas e as flores que trouxe da rua. Aqui os guardo, expondo-os aos olhos do mundo, os vídeos que me comoveram, as músicas que me deliciaram, os excertos de livros que se me tornaram inesquecíveis.

 

O longo Inverno - Conto por Arlete Piedade

Era inverno e chovia há muitos dias. Já tinha passado o Natal e outro ano se tinha iniciado e não parava de chover. O mês de Janeiro estava quase no fim e desde o princípio de Dezembro que chovia sem parar. Francelina era a mais velha das quatro irmãs que viviam naquela casa quase isolada no pequeno aglomerado de casas, longe da aldeia, no meio dos campos. A norte era rodeado de pinhais e a sul, uma vasta campina atravessada de um ribeiro de água fresca e cristalina, estendia-se a perder de vista em direcção ás aldeias vizinhas.

 

Poesia de Manuela Pittet


Crise na educação e a identidade da Escola - umas impressões...
Por: Se Gyn

Hoje de manhã, assisti estarrecido a uma reportagem exibida no Jornal «Bom dia Brasil», da Globo, em que a polícia havia localizado um misto de arsenal de armas de médio e grosso calibre e, paiol de munição, ambos improvisados em diferentes locais de um Brizolão, uma escola pública carioca, dedicada ao chamado ensino de tempo integral.O problema não está no fato em si, mas nas circunstâncias em que ele ocorreu.


O papel da escola como fonte de afirmação da cultura e da identidade: Currículo Escolar em questão. - Mirian Cristina Ubaldo

Todo educador reconhece a grande dificuldade e o desafio que é desenvolver e aplicar nas escolas espaços pedagógicos que trabalhem atividades voltadas à valorização da multiplicidade de identidades que formam o povo brasileiro. Para Moura (2001), este espaço deve ser criado por meio de um currículo reflexivo, que leve o aluno a conhecer suas origens, saber quem são e desta forma reconhecer-se como brasileiro.


Dois Poemas - Por Denise Severgnini

 

Histórias da Vida Real - Crónica por Martim Afonso Fernandes - Cinema

Por muitos anos o salão de cinema em Imbituba situava-se ao lado dos barracões, que eram também moinhos de farinha de mandioca. Era um conjunto de mais ou menos quinze barracões, inclusive alguns serviam de quartel do Exército no tempo da Guerra, onde foi instalado o 12° CEMAC, ou seja Grupo Motorizado de Artilharia de Costa, depois transferido para São Francisco do Sul.

 

Texto de Liliana Josué - EU VI UM SAPO…

Decidi colocar um conto/crónica da minha autoria como início do ano 2015, sem fotos, só letrinhas.
Hesitei em colocar o nome do Hospital mas pensando melhor vou colocá-lo aqui mesmo: HOSPITAL DE SANTA MARIA
EU VI UM SAPO…Joana, minha amiga desde o tempo das fraldas, sempre teve problemas asmáticos. A sua infância e juventude foram bastante acidentadas por esse mesmo facto, embora tivessem existido períodos de acalmia com muita felicidade e brincadeira. Apesar de tudo, era uma miúda cheia de vida e entusiasmo. Franzina mas rija.

 

Poesia de Mário Matta e Silva


Aguarela - Conto de Liliana Josué

Enquanto caminhava deparei com um espectáculo digno dos deuses de gostos mais requintados. Não pela sua magnificência, mas pela singeleza, constatando que muitas vezes ali passara sem que realmente nada tivesse visto, na pressa da minha vida. A planície era um manto longo a deixar de se ver. Papoilas vermelhas de olhar atrevido salpicavam o extenso tapete verde. O sol, estrela imponentemente e estática, ruborizava ainda mais essas frágeis criaturas, ao mesmo tempo que doirava os pequenos mal-me-queres que por ali se espraiavam.

 

Poesia de Virgínia Teixeira


O QUE ESPERAR DE 2015 - Texto de Miriam de Sales Oliveira

Qualquer coisa será melhor que a decepção dos 7xI da Copa de 2014,diz um amigo ainda desolado. Pois é ,provamos um prato amargo que  pôs abaixo uma velha ilusão:não,nós não temos o melhor futebol do mundo. Depois disto nossas esperanças desceram ladeira abaixo,como uma pluma ao vento. Mas,passada a dor da desilusão  aprendemos que nossa vida  é  constituída  de ciclos: infância,juventude,maturidade ,velhice e morte.Tudo tem início ,meio e fim.O tempo é inexorável.

 

O CERRO DO LAGARTO DE ALCARIA ALTA E O CERRO DO «NARIZ DEL DIABLO» NO PERU - Conto Crónica de Daniel Teixeira

O cerro do lagarto, em Alcaria Alta, é uma lenda da qual eu não me lembro de ter ouvido falar dela por outras pessoas senão pela minha mãe que me disse tê-la ouvido contar pelo meu avô. Contava-me ela que algures, numas terras, todas elas com pequenas e maiores elevações, os chamados cerros, havia uma grande pedra com um lagarto esculpido em ouro embutido que só uma pessoa tinha visto uma vez. Dizia ela tratar-se de um local conhecido como sendo o «cerro do lagarto» mas que ninguém sabia qual cerro era.

 

O casal hippie - Conto / Crónica de Daniel Teixeira

Quando da minha travessia por Espanha nos anos 60 apanhei boleia de um casal hippie que tinha tudo aquilo que normalmente se diz que os hippies tinham. A moça era simpática, tinha uma cara mesmo linda, lourinha, mas via-se que o cabelo havia tempo que não via água o que me fez depressa adivinhar que o resto do corpo dela também não, embora aquele intenso perfume marroquino, o patchouli, no qual ela parecia ter-se banhado, afastasse qualquer onda de outro adivinhável mau cheiro.

 

Texto de João Furtado- A CARTA AO ANO NOVO

DO ANO VELHO PARA O ANO NOVO
Meu filho estou quase no fim da minha vida e tu brevemente vais nascer e reinar durante 365 dias. Espero meu filho, que os teus 365 dias sejam melhores que os meus. Duvido muito que seja, mas faço votos para que não aconteça contigo, o que aconteceu com o meu antecessor. Com o antecessor do meu antecessor, etc… E o que aconteceu comigo. No meu primeiro dia do ano, foi dedicado a PAZ e tive a infelicidade de assistir guerras e mais guerras. Assisti cessar-fogo e durante o mesmo, muitas mortes. Cada vez mais os homens procuram maneiras de matar.

 

Texto de Maria Álvaro - Contradição

Ontem o dia fora compensador. Era o silêncio dos quartos adormecidos, e ainda em mim o palpitar entusiasta dos ecos de um rodopio sonoro que havia marcado os meus passos sonhadores na aula de dança das duas horas anteriores. Em meu leito, ainda em júbilo, os olhos bem abertos e vivazes, estavam direcionados para um alvo no escuro...a mente lúcida, os pensamentos fugazes...Inicio, então, um deslizar involuntário e súbito por corredores, escadarias e salas de aula íntimas, muito íntimas....

 

Conto de Avómi (Cremilde Vieira da Cruz)- O NATAL DOS COELHINHOS AZUIS

Numa coelheira amarela viviam cinco Coelhinhos azuis que às vezes se vestiam de cores garridas, como vermelha, verde alface, amarela e outras cores que agora não me recordo, mas que davam muito nas vistas. Aproximava-se o Natal e os Coelhinhos começaram a andar numa azáfama, fazendo compras para os familiares e amigos mais chegados. Ainda o Natal vinha sei lá onde, já eles andavam na floresta à procura dum ramo de árvore bonito, para fazerem a Árvore de Natal que, diziam eles, iriam enfeitar de maneira bem diferente do que haviam feito no Natal anterior.

 

Poesia de José Carlos Moutinho


Crónica de Gociante Patissa- «O QUE VEJO POSSO TRANSFORMAR EM ARTE, SÓ QUE NÃO CONSIGO ESCREVER»

Quando me consegui livrar do turno, delegando tarefas ao pessoal à disposição, estava a uma hora da entrevista em directo ao programa da amiga Lena Sebastião, na Rádio Benguela. Tinha feito trinta quilómetros ao volante entre uma cidade vizinha e a casa, o mesmo trajecto que uso para relaxar, neste gozo que é conduzir, sozinho, ouvindo o que apetece e no volume que a alma entende.


Poesia de Cremilde Vieira da Cruz


O Pónei SPARK - Conto de Arlete Piedade

Era uma aldeia perdida no alto de uma montanha num país longínquo no centro da Europa. Quando vinha o inverno, caía muita neve e os caminhos estreitos que contornavam a montanha, ficavam escorregadios para as crianças poderem descer para o vale para irem á escola. Os pais tinham receio que elas caíssem e se ferissem gravemente, ou até morressem enterradas na neve, antes que alguém as conseguisse encontrar e socorrer, mas o grupo de cinco crianças, era tenaz e com muita vontade de aprender para puderem sair da aldeia e tentar uma vida melhor na vila ou, do outro lado do rio, na cidade grande.

 

Sortido de Anedotas (Recolhidas na Net)

Três Alentejanos reunidos tentam encontrar uma nova maneira de passar o tempo.
Diz um: - Oh compadris, já chega de sueca e dominó. Tou farto disto!!
Diz outro: - Atão e se fossemos jogar golfi ?
Pergunta o primeiro: - Atão, oh! compadri, com'é quisso se joga ?
- É c'um pau, umas bolas e um buraco.
Responde o outro : - Atão tá beim ; ê cá dou o pau.
Diz o segundo: - Prontos ê cá dou as bolas.
Responde o terceiro : - Cumpadres, ê cá nã jogo.

 

QUANDO UM HOMEM CHORA- Texto de Madame Bovary

2014 terminou com dias solarengos no Algarve, aconchegados pelos meus cães e pela leitura do primeiro volume de A MINHA LUTA de Karl Ove Knausgard, A MORTE DO PAI. Aguardava com curiosidade esta leitura desde Setembro de 2013, quando a deliciosa Ahab anunciou a publicação da tradução dos seis tomos autobiográficos, uma vez que se trata de uma obra confessional, género que muito estimo.

 

A felicidade obsessiva- Texto de Vítor Afonso em «O homem que sabia Demasiado»

Numa entrevista ao jornal Expresso o psiquiatra Carlos Amaral Dias responde assim à pergunta se era um feliz: "Não acredito no conceito de felicidade. É uma nivelação por baixo daquilo que se pode esperar da vida - e o que se pode esperar da vida é a capacidade de tirar prazer da existência humana, sabendo coabitar ao mesmo tempo com o sofrimento que é inerente à espécie. Felizes, podem ser, talvez, os besouros... A felicidade é um conceito utópico e eu não gosto de utopias."

 

Poesia de Pedro Du Bois - Heróis; Trair; Viver


Poesia de Virgínia Teixeira - Uns e outros; Inverno; Menina, Mulher, Mãe, Companheira


Ao Domingo Há Música - Carlos do Carmo

in Blogue Livres Pensantes
No dia em que Carlos do Carmo recebeu o Grammy «Lifetime Achievement Award», foi-lhe prestada uma homenagem pela Rádio Comercial com trinta e cinco artistas a cantar «Lisboa Menina e Moça». Um fado que se tornou um tema emblemático de Lisboa, do Fado e da carreira de Carlos do Carmo com poema de José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo e música de Paulo de Carvalho.

 

O preço dos figos - Conto de Daniel Teixeira

De calças compridas dali onde estava, eu nada percebia no seu corpo levantando-se e baixando-se sob uma figueira. De costas abaixadas aqui rente ao chão, a pessoa que eu via logo levantava o dorso mais além num emaranhado de ramos e ramagem onde despontavam pequenos pontos arroxeados. Virou-se então um pouco e ainda ao longe na minha direcção e eu, incerto, penso ter divisado um volume de seios.

 

A visita do Tio João - Conto de João Furtado

A única riqueza que lhe restava era a vida. Com setenta e poucos anos parecia ter mais de oitenta. Todo curvo e cheio de reumatismo. Os amigos foram se escasseando, os mais novos ocupados com a vida e os mais velhos iam aos poucos para a verdadeira morada. Os vizinhos iam se trocando e os novos inquilinos vieram vacinados e imunes do conhecido e tradicionais «olá», «bom dia», «boa tarde» ou «até amanha, se Deus quiser».

 

Coluna de Liliana Josué - Conto - QUANDO AS FOLHAS CAEM

O velho Manuel era um homem alto e pesado; olhos pequenos, ligeiramente rasgados e brilhantes, de tom pardo e vivos como os de uma criança. Os cabelos brancos ainda se mostravam um tanto vaidosos do seu vigor, emoldurando graciosamente as aquelas faces bordadas de rugas. Suas mãos eram mapas de gelhas, salpicadas de largas sardas acastanhadas mas ainda com alguma destreza.

 

Banda «Os Magnatas» - L'amour Enterdit. - Por Se-Gyn

Andei publicando uns textos com o título de «Standards - as músicas que me balançam», falando de músicas que ouvi e, que por algum motivo ou outro, me impressionaram e guardei na memória. No último texto, fazendo um comentário da música «Je t'aime... moi non plus», fiz referência à banda de baile que existia em Turvânia / GO, que existiu até o começo dos anos 90.

 

Natal - Texto de Maria Alvaro

Aí está vindo ele na sua longa viagem do Pólo Norte!!!...
Os Shoppings e as lojas de rua já estão engalanados, prontos para o receberem e lhe venderem os presentes que ele irá distribuir pelos que se governam na Vida muito bem... ou um pouco menos bem...mas que se governam, de alguma maneira...

 

Prosa Poética de Maria Petronilho - Olhinhos de água

A nuvem menina, que se condensara na fria alvorada, abriu os olhos de água e espreguiçou-se em respingos de alegria, fazendo brilhar arcos íris cada vez que um raio de sol nascente lhe tocava.

 

Preferências vocabulares - Por Arlete Deretti Fernandes

Fato provado é que falando ou escrevendo deixamos transparecer a nossa preferência para certos vocábulos ou torneios de expressão.
Afirmou o cronista Francisco Pati no antigo CORREIO PAULISTANO, que «quando se escolhe a obra completa de um escritor para uma romaria às regiões do estilo, acabamos descobrindo predileções vocabulares que constituem ou acabam constituindo verdadeiros «cacoetes».

 

Poesia de Ivone Boechat - Natal; Ceia de Natal; As velas do Natal


Poesia de José Carlos Moutinho - Navego em mim; Versos sem sentido; Anseios


Poesia de José Manuel Veríssimo - Trazido pelo Mar - ou para alguém que chegou a ser muito especial; Razões; Lá do Oceano Indico ou Sobre uma noite na Internet

 

Poesia de Maria Alvaro - Solidão; Paixão; Eu percebo...

 

O João e a Filó - Conto de Daniel Teixeira

Os dentes dele batiam de uma forma que o assustava, mas era sempre assim. Não era porque estivesse muito frio, de facto a sala estava sempre bem aquecida, naquela temperatura ideal para um dia de inverno, tinha-o sentido quando se despira e quando a enfermeira abrindo a porta um pouco, sem olhar muito para ele, lhe tinha perguntado se já estava despido.

 

PROSA POETICA POR ILONA BASTOS - Olhares

Tudo se resume a um olhar sobre o mundo e ao desvendar das maravilhas que encerra.
Já em criança o fazia: colhia flores, apanhava pedrinhas, folhas, conchinhas, e trazia-as para casa.

 

ALEXANDRE O’NEILL E O SURREALISMO - Por Liliana Josué

MOVIMENTO SURREALISTA
Não se podem estabelecer datas rígidas em relação ao desenvolvimento humano, seja qual for a perspectiva. As viragens rápidas , quanto a mim, não existem, pois qualquer estudioso do seu desenvolvimento não consegue fazer cortes radicais. Há sim evoluções menos ou mais rápidas, assim sendo, a passagem do Realismo/Futurismo para o Surrealismo aconteceu com alguma brevidade mas a seu devido tempo.

 

Poemas de Sá de Freitas - COMO SINTO UM ADEUS; HEI DE ENCONTRAR; LUTES


OS DENTES DO SOBA - Conto de Gociante Patissa

Em Outubro de 1945, um arrolamento extraordinário estava na iminência de ocorrer na Ombala de Tchiaia, capital de cinco aldeolas plantadas no cimo de montanhas vizinhas, que mais se pareciam com dedos de uma mão tentando tocar o céu: Pedreira, Kandongo, Samangula, Kawio e Tchiaia, hoje pertencentes à comuna do Sambo, município da Tchikala Tcholoanga, na província do Huambo.

 

A Santa e a Leitoa - Crónica / Causo de Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS

Prequeté, prequeté, prequeté!. E a charrete subia a rua principal.
Na boléia, mascando um pedaço de bom fumo goiano, ia o Souza, legítimo africano de quatro costados. Pouco abaixo de seus pés, entre as rodas murchas do pneu careca e à sombra, ia o Viajante; um querido e legítimo canino puro-sangue tomba-latas. Vez ou outra alguém gritava para ele: - dia Souza!, ao que ele apenas murmurava um «dia» de muito mau grado.

 

Fofocar é mesmo uma grande arte! - Texto de Miriam de Sales Oliveira

«Eu tenho uma grande arte: eu firo, duramente, aqueles que me ferem...»
Rubem Fonseca
Será que todos fazem, todos gostam, todos praticam? Será que tem coisa melhor que a vida dos outros? Meu pai dizia que é pecado fofocar, mas, é divertido. Uma fofocazinha de vez em quando apimenta aqueles tediosos jantares em família, é muito salutar numa igreja – entre um padre -nosso e outro – e, na política então, nem se fala, ou melhor, fala-se a todo momento.

 

O Jogo Sério ou a pantomina do amor - Texto recolhido em «As Leituras de Madame Bovary»

O Doutor Glas deixou-me muito curiosa sobre a obra de Hjalmar Söderberg, pelo que fiquei muito alegre quando soube na Feira do Livro que a Relógio d’Agua tinha acabado de publicar outro livro do autor.
O Jogo Sério é, nas palavras de Henning Mankel, «uma história de amor que não envelhece. Mantém-se tocante, evocativa e vívida».


O gato preto - Conto de Daniel Teixeira

A Arminda vivia no décimo andar de um prédio cujo elevador se mantinha entaipado havia anos. Os condóminos, por razões que todos achavam certas, variavam nas suas objecções ao arranjo do mesmo, razões essas que me não cabe a mim desenvolver aqui. Aliás, nem moro lá - caso isso não tenha ficado subentendido até agora.

 

Menina Solta ao Sabor das Estações - Conto por Maria Petronilho

Para ir à escola, era preciso subir a montanha. Não havia caminho. A vereda mal se via, pois só era pisada aos domingos, quando a minha avó e a criada iam à missa. Desembocava enfim na estrada romana, larga, polida, ladeada por muros. As vezes perdia-me por entre a erva esparsa. Sobretudo se avistava gafanhotos e me punha a persegui-los.

 

Comentários sobre as publicações

Ao longo dos tempos temos ido guardando os comentários que são colocados no nosso Blogue de Comentário com a intenção de colocar no jornal uma vez que, por aquilo que sabemos, alguns dos autores comentados nem sempre têm a oportunidade de ir ao Blogue ver esses comentários. Aqui deixamos mais uma remessa:


O ORACULO - Conto / Crónica de João Furtado

Foi o Gregório quem levou aquele livro, o copo e um dado, recordo como se fosse hoje, por duas razões. Uma porque o dado era de fundo vermelho e pontos brancos, a cor que fazia lembrar o equipamento do Benfica. A outra razão é a rivalidade entre mim e o livro, para todos o livro dava uma resposta sonhadora, menos eu. Definitivamente, o «ORACULO DE NAPOLEAO» não quis nada comigo.

 

Poesia de Virgínia Teixeira - Todos os poemas que escrevi com a mão cansada; Eu sou; Opera


Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - ANOITECER; A CAMINHO DO NORTE


Poesia de Arlete Deretti Fernandes - Poema da vida; Amigos virtuais


Poesia de João Furtado - Ao entardecer o quadro continua; Meu nome na infância

Poesia de António Cambeta - VENDAVAL; SAUDADES NO CAIS DEIXEI


Poesia de José Geraldo Martinez - DIVIDIDOS!; TENHO INVEJA...


Noites Cromáticas 1 - Recolhido em «as Leituras de Madame Bovary»

Picnic no Parque de Alvalade: há muito tempo, que não me deitava na erva a desfrutar do banho da luz da lua. Não percebia os corpos, ouvia apenas as vozes, deliciada e imaginava as rostos dos que não conhecia. Longe do som do mal, dos passos que ecoam fortes e solitários nas igrejas fechadas e húmidas. Percebo a quietude da natureza, das árvores nos passeios, das ervas daninhas nos intervalos das pedras de calçada, à espera de um intervalo nosso para recuperar o que lhe furtámos.


Pequena análise sobre um texto publicado por José Varzeano no Blogue Alcoutim Livre - Por Daniel Teixeira

Introdução: Gostaria de esclarecer que o José Varzeano, entretanto infelizmente falecido, fez várias recolhas sobre etnografia e antropologia social no Concelho de Alcoutim e que eu, motivado por afinidades familiares e por recordações dos tempos passados naquelas terras e daquelas gentes colaborei no seu Blogue que, para quem não sabe, é uma verdadeira enciclopédia da específica ruralidade da Serra Algarvia.


A CIDADE E AS SERRAS de Eça de Queirós - Por Arlete Deretti Fernandes

é sempre enriquecedor conhecer a Obra de um dos maiores escritores portugueses, Eça de Queirós. Seu romance «A Cidade e as Serras» traça um paralelo entre a civilização em que o escritor sempre vivera e a pureza rústica dos costumes que principiara a apreciar com as suas estadas na quinta do Douro, propriedade da família, depois da morte da sogra, a Condessa de Resende. Este livro, por seu idealismo pode fazer lembrar A Morgadinha dos Canaviais, de Júlio Diniz. O crítico Alberto de Oliveira é que sugere o paralelo.


Não é com as pernas que corremos (*) - Conto de Gociante Patissa

Numa aldeia muito distante do nosso tempo, no contar do meu avô, havia espaço para tudo, menos para a felicidade de pessoas com deficiência. Acreditava-se que a limitação motora seria praga dos deuses por eventual erro dos ancestrais. Lumbombo, cujo nome na língua Umbundu quer dizer raiz, na típica essência proverbial dos nomes africanos, era visto como um ser frágil.

 

O DIA A DIA DOS BONZOS - Por: António Manuel Fontes Cambeta (Macau)

Diariamente os bonzos tomam conta do mosteiro efectuando diversas tarefas entre elas cortar a relva, varrendo os aposentos e lavando as instalações, rezam e estudam os ensinamentos budistas. Os bonzos levantam-se por volta das 05.00 horas, um deles toma conta de acordar os restantes.

 

O passeio - Conto de Daniel Teixeira

As coisas estavam a correr bem, pelo menos era assim que eu pensava e tudo levava a crer que nada de mau poderia acontecer.
O Fernando ia à frente, fazendo de batedor, a seu gosto e com algum prazer apesar do potencial perigo. O resto do pessoal vinha todo em fila indiana atrás de mim e eu por meu lado tentava seguir os sinais das pisadas das botas grossas do Fernando.

 

compaixão - caridade - Por Maria Alvaro

Na dicotomia compaixão -caridade reside, a meu ver, toda a essencial diferença que define as diversas posições políticas. Os dois conceitos confundem-se nas mentes das pessoas, mas não têm muito semelhança um com o outro e podem, em termos políticos, determinar uma oposição abismal de conceitos. Muita gente pratica caridade sem qualquer compaixão. Eu sinto compaixão por quem convive comigo e não pratico, regularmente, caridade.

 

JORNADA CREPUSCULAR - VIAGEM NO SEBASTIANISMO - Por Mário Matta e Silva

Enfrento o crepuscular dos dias seguindo em jornada sebastiânica, numa procura incessante, não de um vencido, de um perdedor, de um desaparecido, mas de um herói, de um destemido, de um salvador, de um Messias, que procuramos. Viajo nos trilhos do sebastianismo (meu último livro de Poemas, editado em Março passado, com o título «SEI QUE VOLTAS SEMPRE») que vêm de 1598 aos nossos dias.

 

COLUNA POETICA DE MARIA PETRONILHO - Que o vento me levante!; Jaz o semeador na seara; O Poeta Palhaço

 

Hai-cais - Soin; Reikan; Moritake; Ryusui; Issa; Anónimo; Chiyo; Issa


Pensamentos a esmo sobre cães a esmo - John Steinbeck

Recolhido em Blogue Panorama de Pedro Luso de Carvalho
Um homem muito sábio, escrevendo recentemente sobre o surgimento e o desenvolvimento de nossa espécie, sugere que a domesticação do cachorro teve a mesma importância que o uso do fogo para o primeiro homem. Pela associação com o cachorro, o homem dobrou sua percepção e, além disso, o cão - dormindo aos pés do homem primordial - permitiu descansar um pouco sem ser perturbado por animais sorrateiros.

 

A minha Tia Dionísia - Texto de Daniel Teixeira

A minha tia Dionísia foi uma personagem peculiar em muitos sentidos: foi a primeira da irmandade a «debandar» de Alcaria Alta. Sempre a conheci como sendo cozinheira como métier principal, embora houvesse alguma polivalência sempre nestas coisas.
Ela tinha um dom mesmo no que se refere à cozinha: fazia o tal arroz solto, daquele mesmo solto bago a bago e isto num tempo em que a qualidade do arroz não era tão refinada como hoje.

 

Meu Henrique querido - por Cecílio Elias Netto

Ele foi uma das mais doces e generosas pessoas com quem convivi. Não houve, em Piracicaba, quem não amasse Henrique Spavieri. O homem bom morreu de dor.
Morte e luz
A de Henrique Spavieri foi morte anunciada. Mais dramaticamente ainda, morte generosamente desejada por seus amigos, que não mais suportavam ver aquele todo e injusto sofrimento. Os últimos anos de vida de Henrique abalam crenças, convicções, credulidades.

 

Boneca de Tripas - Conto Recolhido em «As leituras de Madame Bovary»

Não fui uma criança alegre. Fui uma adolescente fabulosa, entusiasmada e enérgica, mas enquanto criança fui uma menina triste, metida comigo mesma em contas misteriosas. Não sei bem porquê. Gostava de estar sozinha, achava as meninas da minha idade imaturas e não gostava que me despertassem da minha reclusão. Recordo um Agosto, passado na casa de praia dos meus pais, com a minha tia, o seu marido, os meus primos e o meu irmão mais novo.

 

O café suspenso - Conto de Daniel Teixeira

O homem espreitou pela porta entreaberta e perguntou ao senhor do balcão se havia algum café suspenso que ele pudesse tomar e este respondeu-lhe que não havia nenhum café suspenso mas que ele podia arranjar. Ele que entrasse, disse-lhe. A pastelaria estava vazia e o senhor que estava atrás do balcão e que limpava copos com um pano branco perguntou então ao homem que tinha já entrado se ele não queria outra coisa, talvez uma sandes e um galão, disse.

 

Poesia de Liliana Josué - PROFESSORES (1) - PROFESSORES (2)


Poesia de Marcos Loures como Tenesmo Telencefálico - NUAS MELODIAS; OCASOS; ALBORES


Poema de Roseli Busmair e Arlete Piedade - EU DEIXEI DE CHORAR


Poesia de Mário Matta e Silva - Caprichos do Sol e da Lua; Vibrações


Poesia de Pedro Du Bois - A direção do vento; Paixão; Ir


Poesia de Virgínia Teixeira - Maré; Vendaval; O meu caminho…


Corpo/Espírito - Texto de Liliana Josué

Há sempre o reflexo dos nossos passos em cada esquina, mas nem sempre em cada esquina que viramos o cérebro acompanha os passos, vai noutra direção, naquela que os pés não atingem.
O espaço cerebral é sempre amplo demais comparativamente às ruas que percorremos com os nossos pés, mas os nossos pés tornam-se cada vez mais reflexo, e vamos com ele sem nos importarmos saber para onde.


O Menino e o Executivo - Texto de Irene Fernandes Abreu - Blogue Valium 50

Mesmo que não possas acabar com o sofrimento dos outros, só o facto de te importares, irás diminuí-lo.
Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bastante afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns problemas de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi uns filetes com arroz, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, não é?


A razão do Barriga na Sagrada Família - por Gociante Patissa

Vou eu em manhã de intermitente sol pelas cercanias do Sagrada Família, no simples gozo de caminhar. Luanda, para turistas, ganha-se a pé. Tudo sobre rodas é lento, quase preso ao lugar. Até das árvores, as copas perderam a ginga, não se dá o vento a colher, vento que se converteu em sólido em obediência à malha gigantesca de edifícios. Não chove.

 

A segunda vez que tentei fazer a Primeira Comunhão - Antônio Carlos Affonso dos Santos. - ACAS, o Caipira Urbano.

Era um sábado incomum. Há um bom tempo eu estava às voltas com os preparativos para a minha primeira comunhão. Durante muitos dias se discutiu se eu deveria usar uma roupa branca ou azul marinho. Finalmente chegaram à conclusão que só deveriam resolver no momento da compra.

 

Dia da Pátria - Texto de Ivone Boechat

Brasil, seus filhos hoje aqui estão, de mãos dadas, vibrantes, com toda a força que a união encerra, nessa mistura de raças, nessa grandeza de pensamentos. Meu Brasil, é preciso traçar seu perfil nos versos do poeta brasileiro, rimar sua beleza, cantar seu ritmo, sonhar ao som de suas maravilhosas cascatas: viver, um só ideal, uma só bandeira, uma só canção de liberdade.

 

Sortido de Anedotas - Recolhidas na Net

Premonição
Um homem vai ao quarto do filho para lhe dar boa noite e repara que o miúdo está a ter um pesadelo.
O pai acorda-o e pergunta-lhe se ele está bem.
O filho responde que está com medo porque sonhou que a tia Susana tinha morrido.
O pai garante que tia Susana está muito bem e manda-o de novo dormir.
No dia seguinte a tia Susana morre.

 

Admiração - Texto de Maria Alvaro

«Parecia-me que a Terra não seria habitável se não houvesse alguém que eu pudesse admirar»
Simone de Beauvoir
Com excepção sobretudo do Amor materno, mas também do fraterno, filial, de amizade ou de amor/empatia pelo próximo, julgo que nenhum tipo de amor entre casal resistirá com facilidade a uma ausência do sentimento de admiração.

 

A Flauta Mágica - Conto Infanfo / Juvenil de Avómi (Cremilde Vieira da Cruz)

Era um barulho ensurdecedor na capoeira e ninguém sabia porquê.
- Có, có, ró, có, có, có,
có, có, ró, có, có, có,
có, có, ró, có, có, có...
O Senhor Pinto, já cansado de ouvir tanto barulho, saiu de casa e foi até à capoeira, que era ao fundo da quinta.

 

«QUALQUER CULTURA NASCE DE UM PARADOXO INAUDITO...» - Por Paulo - Em Filhos de um Deus Menor

Qualquer cultura nasce de um paradoxo inaudito. Quando crianças, entramos, por vezes, na sociedade sob o signo da violência. Uma cultura sob os auspícios da violência tudo nos tira: a nossa procura insaciável de uma satisfação ilimitada, o nosso amor infinito por nós próprios que, por força das circunstancias, se há-de confundir com o tipo de quotidiano onde, paulatinamente, nos movemos.

 

A Metamorfose - Retirado do Blogue «As leituras de Madame Bovary»

Passados muitos anos, voltei a reler A Metamorfose de Kafka. Recordei o gume da frase de abertura: «Certa manhã, ao acordar após sonhos agitados, Gregor Samsa viu-se na sua cama, metamorfoseado num monstruoso insecto.»

 

Cansaço - Prosa Poética por Daniel Teixeira

Sinto que o percurso é curto e enredado entre os meus e os teus dedos, percorridas que são céleres as distâncias enquanto os nossos corpos permanecem estendidos, deitados como corpos de outros que não nós colados em silêncio que é ao mesmo tempo grito vindo de dentro de nós como o fogo ardendo que não queima.

 

Poesia de Liliana Josué - Primavera Branca; Gostar; Harpejos de Felicidade


Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - ANOITECER; MINHA FORMA DE DIZER


Poesia de Edvaldo Rosa - Anotações do tempo; Depoimento de mim poeta...


Poesia de Maria Alvaro - Não!; Professora; Algarve

 

Poesia de Daniel Teixeira - I; II; III


Poesia de José Manuel Veríssimo - Semente – ou receber e transmitir uma pequena mensagem em 1979; (Re) Descoberta ; Razões


Poesia e prosa poética de Daniel Camacho - Voz;Salgadas como as ondas do mar ; Vida (Prosa Poética)


Poesia de Virgínia Teixeira - Veneno; Campo singelo


O sabor da paz - Dueto Poética de António Tavares e João Furtado - A PAZ PERPETUA NA POESIA MADINTER ( António Andrade Lopes Tavares ) ; A PAZ ( João Pereira Correia Furtado)


Contradição - Texto de Maria Alvaro

Ontem o dia fora compensador. Era o silêncio dos quartos adormecidos, e ainda em mim o palpitar entusiasta dos ecos de um rodopio sonoro que havia marcado os meus passos sonhadores na aula de dança das duas horas anteriores. Em meu leito, ainda em júbilo, os olhos bem abertos e vivazes, estavam direcionados para um alvo no escuro...a mente lúcida, os pensamentos fugazes...

 

AS CRIANÇAS POBRES DOS MEIOS RURAIS - Texto de Paulo em Filhos de um Deus Menor

A criminalidade infantil é uma realidade inquestionável. Os criminologistas dos nossos dias ainda não estão sensibilizados para compreender certas espécies de crianças -incendiarias, ladras, mentirosas, das que urinam na cama, das de mau génio, etc...

 

Debaixo do mesmo céu - Conto retirado do Blogue As Leituras de Madame Bovary

Conseguia ver-se uma ampla planície do Alentejo, com um sobreiro, glorioso na sua solidão, a suportar o quebrado pôr-do-sol violeta, que inundava a alma de Elisa, de fantasmas antigos e saudade, sentada de olhos fitos no horizonte, num poial de pedra branca e gelada. Com a mão esquerda ia pescando punhados de terra que levava à boca de modo intermitente, e observava aquele sobreiro, que sabia-se lá há quanto tempo ali estaria, olhava o seu tronco rugoso acastanhado

 

 

 

 

 

 

 

 

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