Benedito Franco
pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 






Wusthof Gourmet Sale, 50% off Std Shipping plus FREE Std Shipping on $99+

Payroll Practioner Resources

FREE Standard Shipping on $49+


 EDIÇAO Nº84 , 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010     EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010

COMENTARIOS GERAIS       COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO.        COMENTE !        QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.         VEJA O NOSSO LIVRO DE VISITAS.

LINKS E SITES        Passe o rato para parar o scroll       OS NOSSOS FAVORITOS   JA TEMOS UMA RADIO   A RADIO RAIZONLINE   OS MELHORES BLOGS    SEJA LEITOR E OUVINTE RAIZONLINE

MANTENHA O NOSSO JORNAL SEMPRE  INDEPENDENTE - BLOG UM - BLOG DOIS - BLOG TRES - BLOG QUATRO - Siga o seu noticiário dia a dia. Agora lendo, em breve lendo e ouvindo!    

RÃ?DIO RAIZONLINEEmail Blog UmMotor de BuscaNewsletter Estante VirtualLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Blog DoisColaboradores Blog Tres


FEEDS


 

CORONEL FABRICIANO

076 – O Vera Cruz - 131 – Serigrafia - 094 – O Cantor

 BENEDITO FRANCO

 

- Hoje em dia, democracia e aristocracia se confundem: alguns governando para alguns... E nós no meio, sendo espoliados e massacrados por uma das duas!
- Comunismo está numa ponta e a 180 graus fica o imperialismo... E nós no meio, sendo espoliados e massacrados por um dos dois!

076 – O Vera Cruz

Quando chegou da Europa, minha irmã Celma – especializou-se em hematologia na Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica - e eu pegamos o trem Vera Cruz do Rio para Belo Horizonte.

Eu achando o máximo o nosso melhor transporte ferroviário no Brasil, e ela morrendo de medo com todo aquele barulhão infernal saído das rodas, engrenagens e trilhos do nosso maravilhoso trem! Deu-lhe um medo, a ponto de ela tremer e se encolher no banco, acostumada que estava com os trens europeus. E eu receoso dela passar mal.

Minha, ou nossa, salvação foi o passageiro em nossa frente que, ouvindo as lamúrias da Celma, virou-se para trás tranqüilizando-a – o gentil cavalheiro era justamente o engenheiro de segurança da Central do Brasil, a dona do pedaço!

Nessa viagem, a Celma contou-me sobre a pesquisa realizada por ela nos laboratórios da Universidade, conseguindo, pela primeira vez, a determinação do sexo da criança antes de seu nascimento – inexistia o ultra-som. Pena que ela dá pouca importância a essa sua descoberta, apesar de ter saído em vários jornais e revistas, não só do Brasil, mas de vários países – uma das maiores reportagens de O Cruzeiro, a principal revista do Brasil, e entrevista ao vivo no Programa do Flávio Cavalcante, na TV Tupi, RJ.

131 – Serigrafia

No Rio, morava no Catete, bem perto da Lapa, um dos bairros mais antigos do Rio, conhecido principalmente pela boemia.

No meio dessa boemia situava-se a ACM – Associação Cristã dos Moços - que na época de minha estadia no Rio era muito frequentada pelos jovens, principalmente por causa dos esportes e pequenos cursos a preços módicos.

Frequentei o curso de saltos ornamentais, por um mês. Depois cheguei à conclusão que de peixe nada tenho. Valeu pelo menos para eu seguir, com curiosidade, interesse e algum conhecimento, as competições nas piscinas internacionais.

Outro curso feito e terminado foi o de serigrafia - silk - screen. Estava na moda dar flâmulas, até para os amigos. Muitas propagandas feitas hoje em canetas esferográficas, naquele tempo usavam-se flâmulas de diversos tipos, tamanhos e cores. Em toda competição esportiva havia a troca de flâmulas, cada clube esmerando o máximo em sua apresentação.

A escrita, ou impressão, através da seda foi inventada pelos chineses há mais de três mil anos atrás. Hoje se usam filmes fotográficos, computadores, tintas de última geração; quando aprendi, utilizavam-se filmes feitos em panos comuns, a seda em casos especiais, e goma laca para as faixas grandes – ainda bem que se modernizou.

094 – O Cantor

No Rio, as aulas do Curso de Química terminavam às 23.30h. Para a Escola ia eu a pé, e para voltar pegava o bonde que passava pelo Largo do Machado – morava no Catete. No Largo, um dos melhores cines do Rio, e talvez o maior: o Cine São Luis.

Numa das noites haveria uma avant - premiere de um dos famosos filmes de Hollywood, com a mais famosa das estrelas do cinema, na época, a Sofia Loren – um monumento de mulher. Contudo, quem apareceu para a avant foi o protagonista do filme, também famoso – não tanto quanto, mas famosíssimo. Tenho boa memória, mas nomes de pessoas não os guardo – ainda mais artista americano, apesar de nossas televisões nos bombardear, dia e noite, com notícias e esses nomes americanos.

Os bondes paravam exatamente em frente ao Cine São Luis - ao lado uma imensa garagem e oficina da Light – a concessionária da luz e dos bondes.

Naquela noite, já na ida para a Escola, deu para notar o enorme movimento de gente nas mediações do Cine São Luis. Na volta, mais confusão ainda, pois exatamente no horário do término do filme. O tal artista, acompanhado e protegido por alguns militares, saía do Cine. No momento que o bonde iria parar, os militares, encurralados pelo povo, simplesmente empurraram o artista para cima do bonde, no banco em que eu me assentava, ordenando ao motorneiro a seguir – os militares se colocaram nos estribos, não permitindo alguém subir.

A uns duzentos metros na frente, ouço alguém cantando um trecho de uma ópera - Nessum dorma de Turandot de Puccini. Aquilo chamou mais atenção que o artista hollywoodiano! A voz me era conhecida. Virei-me para trás... e quem vejo? O Afrânio Castañon, antigo colega do Seminário em Congonhas – quando me viu, começou a cantar a todo pulmão. Assustou os soldados. O astro admirou e gostou. Os passageiros e eu, por instantes, nos esquecemos do artista e apreciamos o belo canto!

O Castañon, além de um grande tenor, era o solista de nosso coro, e sua voz, quando cantávamos na enorme e maravilhosa Matriz de Nossa Senhora da Conceição, encantava a todos os fieis e enchia o ambiente – a Matriz está abandonada, caindo aos pedaços, como, de uma maneira geral, as obras de arte em nossas Minas Gerais – principalmente nosso barroco.

 

COMENTE ESTES TEXTOS